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TRT julga abusiva a greve do metrô de São Paulo

Por unanimidade, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou abusiva a greve dos metroviários de São Paulo, que já dura quatro dias. A Corte manteve a multa de R$ 100 mil por dia pela paralisação aos sindicatos dos metroviários e engenheiros. Apenas um desembargador votou contra a aplicação da multa ao sindicato dos engenheiros. O […]

Arquivo Publicado em 08/06/2014, às 16h18

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Por unanimidade, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou abusiva a greve dos metroviários de São Paulo, que já dura quatro dias. A Corte manteve a multa de R$ 100 mil por dia pela paralisação aos sindicatos dos metroviários e engenheiros. Apenas um desembargador votou contra a aplicação da multa ao sindicato dos engenheiros.


O tribunal interferiu na pauta de reivindicações salariais e ratificou a proposta feita pelo Metrô. “Defiro o índice de 8,7% dos salários de 30 de abril de 2014 oferecido pelo Metrô”, disse o desembargador Rafael Pugliese.


Segundo ele, é preciso considerar a “boa fé e capacidade financeira” de pagamento do Metrô. Os metroviários pedem aumento de 12,2%.


Às 14h, os metroviários devem fazer uma nova assembleia para decidir os rumos da greve.


Neste domingo (8), a cidade de São Paulo amanheceu com 4 linhas do Metrô funcionando parcialmente. A linha 4-Amarela, que operou normalmente neste sábado (7), está com interdições no trecho entre as estações Paulista e Faria Lima, por causa da execução de obras de expansão nas futuras estações Fradique Coutinho e Oscar Freire.


Nesse trecho, está implantada a operação Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), que coloca ônibus à disposição dos passageiros.


Já as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha continuam em operação parcial. Por volta das 12h30, a linha 1-Azul operava no trecho Ana Rosa e Luz; a linha 2-Verde entre Ana Rosa e Vila Madalena; e a linha 3-Vermelha entre Bresser-Mooca e Marechal Deodoro. A linha 5-Lilás funciona normalmente desde as 4h45.


Inicialmente, os metroviários pediram 35,47% de aumento, passando para 16,5%. Na quinta-feira (5), durante audiência no TRT, o valor diminuiu para 12,2%. Nesta segunda reunião, eles mostraram intenção de reduzir o valor, mas afirmam que não vão abrir mão dos benefícios e da mudança no valor da PLR.


O governo chegou a propor 8,8% de aumento, mas depois declinou da oferta, e manteve o valor de 8,7% de reajuste nesta sexta-feira (6). Os metroviários seguiram com pedido de aumento de 12,2%. “Não recebemos proposta nova do governo. Sinceramente, isso é birra do governador [Geraldo Alckmin]. Acho que é hora do governador ser governador de verdade e negociar”, disse o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Melo dos Prazeres.

Negociações


Diante da postura dos representantes da companhia, Prazeres disse que não abriria mão do aumento de dois dígitos, participação nos lucros e resultados (PLR) igualitária, periculosidade para uma parte dos funcionários e catraca livre, como proposto na quinta-feira, na audiência de conciliação.


“A gente quer o aumento de dois dígitos como o Haddad deu, de 10%, para os motoristas”, defendeu o sindicalista. Segundo o governo estadual, o reajuste pedido pelos metroviários é muito superior ao que pode pagar.

Carta para a Fifa


O presidente do sindicato afirmou que os metroviários vão enviar uma carta para a presidente Dilma Rousseff. “Queremos que intercedam junto ao governador Geraldo Alckmin para que se abra um canal de negociação”, disse.


Os sindicalistas chegaram a cogitar enviar a carta também para a Fifa. “Como uma empresa que está promovendo a Copa do Mundo, a Fifa tem o maior interesse de ter todos os problemas resolvidos. Esperamos que a Fifa pressione o governador Alckmin”, afirmou Prazeres. Depois, o sindicalista afirmou que não entrariam em contato com a entidade.

Jornal Midiamax