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Sony deixará de fabricar computadores; Vaio será vendida a investidores

A empresa japonesa Sony anunciou nesta quinta-feira (6) a demissão de 5.000 trabalhadores, como parte de um plano de reestruturação que inclui o fim da fabricação de computadores pessoais. O anúncio antecede o resultado para o ano fiscal, que deve ser negativo. A atividade de fabricação de PCs da Sony, reunida sob o selo Vaio, […]

Arquivo Publicado em 06/02/2014, às 11h25

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A empresa japonesa Sony anunciou nesta quinta-feira (6) a demissão de 5.000 trabalhadores, como parte de um plano de reestruturação que inclui o fim da fabricação de computadores pessoais. O anúncio antecede o resultado para o ano fiscal, que deve ser negativo.


A atividade de fabricação de PCs da Sony, reunida sob o selo Vaio, será vendida ao fundo de investimentos JIP (Japan Industrial Partners). O grupo não revelou detalhes financeiros, mas especula-se que o negócio renderá entre 40 e 50 bilhões de ienes (cerca de R$ 940 milhões a R$ 1,18 bilhão).


Ao citar “mudanças drásticas” no setor de produção de PCs em todo o mundo, a Sony anunciou que decidiu concentrar as atividades nos ‘smartphones’ e tablets e parar de “elaborar e desenvolver produtos de PC”.


A Sony começou a vender computadores pessoais em 1996 e registrou o melhor momento há alguns anos, quando vendeu quase 9 milhões de unidades em um ano.


Prejuízo


A fabricante nipônica reduziu brutalmente as previsões para o ano fiscal em curso, que termina em 31 de março. Em vez de registrar lucro de 30 bilhões de ienes (cerca de R$ 710 milhões), a empresa projeta agora um prejuízo de 110 bilhões (cerca de $ 2,61 bilhão).


A empresa atribuiu às perspectivas ruins a um setor em queda geral. Além disso, citou as perdas no setor de jogos eletrônicos, que não foram incluídas na previsão anterior.


A reestruturação, que também afetará a atividade de televisão, provocará a eliminação de 5.000 empregos até março 2015, sendo 3.500 no exterior e o restante no Japão. Com o corte, a empresa espera economizar mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,40 bilhões) por ano.

Jornal Midiamax