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RPG vence preconceitos e ganha cada vez mais adeptos em Campo Grande

Criaturas extraordinárias, batalhas épicas, personagens medievais e muita imaginação. Se existe uma forma de descrever o RPG (Role Playing Game), com certeza esta é a que mais se aproxima de tentar contar o que acontece durante uma sessão deste jogo de interpretação. Considerada uma atividade “geek”, o RPG ganha cada vez mais adeptos em Campo Grande […]

Arquivo Publicado em 05/02/2014, às 19h15

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Criaturas extraordinárias, batalhas épicas, personagens medievais e muita imaginação. Se existe uma forma de descrever o RPG (Role Playing Game), com certeza esta é a que mais se aproxima de tentar contar o que acontece durante uma sessão deste jogo de interpretação.

Considerada uma atividade “geek”, o RPG ganha cada vez mais adeptos em Campo Grande e depois de muito tempo vem conseguindo deixar de lado a ideia de que o RPGista fazia parte de um culto diabólico que envolvia sacrifícios, noites em cemitérios e em casos extremos, assassinatos. Bastante massacrada nos últimos anos, a comunidade RPGista sempre sofre quando um crime macabro que aconteceu em algum canto do Brasil é associado a uma sessão de RPG ou até mesmo a jogadores deste jogo de imaginação.

Para o acadêmico de Administração Raphael Jara, de 20 anos, todo mundo convive com a interpretação em seu dia a dia, e o RPG não é nada, além disso, com algumas diferenças. Em uma analogia, o estudante compara os atores de uma peça de teatro como se fossem os jogadores de um jogo de RPG e o roteirista, seria o mestre responsável por dar rumo a história que está sendo narrada na sessão. Além disso, ele ainda explica que o RPG não tem um script que é 100% seguido, já que as ações dos jogadores podem mudar todo o rumo da aventura.

Já a também estudante Mayara Ferreira de 23 anos, conta que mesmo depois de um tempo já jogando RPG, sofreu resistência dos seus pais justamente por acharem que ela estava dedicando muito tempo ao jogo e que isso iria acabar prejudicando-a.

“Depois de um tempo, com a ajuda de uma psicóloga consegui mostrar para os meus pais o quanto o RPG pode ser usado inclusive nas escolas para estimular a imaginação e o raciocínio das pessoas”, conta a estudante.

Mayara ainda diz que o RPG deve ser tratado como um hobby e não como uma obrigação e muito menos como um culto e apela para que a comunidade abra mais as portas para os jogadores que querem começar a jogar RPG. Segundo ela existem muitos grupos fechados que não permitem a entrada de algum novato e com isso os novos entusiastas acabam perdendo o encanto pelo jogo antes mesmo de entrarem em uma aventura interessante.

Comunidade unida

Pensando em uma maneira de unir a comunidade RPGgística de Campo Grande, Raphael Jara e alguns amigos resolveram criar desde um método mais simples para atrair novos jogadores e até mesmo um sistema que permite um jogador que esteja sozinho encontre um grupo para jogar ou que um mestre consiga arranjar algumas pessoas para dar início a uma campanha.

E foi desta forma que eles resolveram criar um espaço de entretenimento para a cultura geek, que se trata de um local que pode ser alugado por um grupo para que possam sediar a sua campanha e que também conta com acervo de livros do gênero, mangás, animes e tudo que envolva o mundo nerd.

Os rpgistas fazem um apelo para que a população que ainda tem algum tipo de preconceito tenha o discernimento que tudo se trata de um faz de conta e que em todo o lugar existem pessoas que acabam destoando do propósito, sejam elas na política, no esporte, na comunidade e fatalmente no mundo do RPG também.

Jornal Midiamax