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RJ: PM lamenta morte de mulher arrastada, mas defende ação

O tenente-coronel Cláudio Costa, porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro, classificou como “conduta que não é tolerável” o socorro feito por policiais militares a Claudia da Silva Ferreira, 38 anos, baleada durante uma operação policial na manhã deste domingo na comunidade de Congonha, em Madureira, na zona norte da cidade. O tenente, no […]

Arquivo Publicado em 18/03/2014, às 14h06

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O tenente-coronel Cláudio Costa, porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro, classificou como “conduta que não é tolerável” o socorro feito por policiais militares a Claudia da Silva Ferreira, 38 anos, baleada durante uma operação policial na manhã deste domingo na comunidade de Congonha, em Madureira, na zona norte da cidade. O tenente, no entanto, afirmou que, apesar da imperícia dos policiais, a PM irá continuar a levar feridos ao hospital.


Após ser atingida por um disparo durante a operação Cláudia teria sido socorrida pelos PMs que, segundo a assessoria da corporação, a colocaram dentro do porta-malas de uma viatura e a levaram para o hospital Carlos Chagas.


Imagens de um cinegrafista amador obtidas pelo jornal Extra mostram que no caminho até o hospital o porta-malas se abriu e parte do corpo da moradora foi arrastado pela rua por cerca de 250 metros, causando ainda mais ferimentos à vítima, que acabou morrendo.


Segundo Costa, Cláudia deveria ter sido colocada no banco traseiro, com o amparo de um policial, mas a falha dos policias não justifica uma mudança no procedimento da corporação. “A Polícia Militar lamenta o que ocorreu, somos solidários a Cláudia e a seus familiares, mas precisamos entender o quanto PM tem salvado vidas, do crime ou não, com essa condução para o hospital”, defendeu.


“Aquela é uma área conflagrada, em conflito. Com certeza a ambulância teria muita dificuldade em chegar. Aquela pessoa que estava ferida precisava de um socorro com emergência. Vamos deixar essa pessoa morrer ou vamos socorrê-la?.”


Os três PMs envolvidos no socorro de Cláudia tiveram a prisão determinada e, segundo Costa, irão passar por um processo administrativo que pode culminar com a sua expulsão.


Em São Paulo uma norma do governo do Estado determina que somente os serviços especializados de atendimento médico, como o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), podem socorrer os feridos. A medida, segundo o governo, visa resguardar a saúde das vítimas, como já ocorre nos acidentes de trânsito, e garantir a preservação dos locais de crime para a realização de perícia e investigações.


Os três policiais que colocaram Cláudia no porta-malas depuseram no domingo e serão convocados novamente para novo depoimento.

Jornal Midiamax