Prefeito rebate críticas e diz que tem de resolver até o que é atribuição do Estado

Ao receber a reportagem para falar sobre as comemorações dos 115 anos de Campo Grande, o prefeito, Gilmar Olarte (PP), põe na mesa uma pasta na qual está relatório de 28 páginas com as obras de infraestrutura e habitação do qual sua gestão participou em cinco meses. Acompanha-se a isso a reclamação dele sobre comentários […]
| 24/08/2014
- 19:00
Prefeito rebate críticas e diz que tem de resolver até o que é atribuição do Estado

Ao receber a reportagem para falar sobre as comemorações dos 115 anos de Campo Grande, o prefeito, Gilmar Olarte (PP), põe na mesa uma pasta na qual está relatório de 28 páginas com as obras de infraestrutura e habitação do qual sua gestão participou em cinco meses. Acompanha-se a isso a reclamação dele sobre comentários de que não se vê ação efetiva da nova administração na cidade.

Para contrapor os críticos, do relatório os principais projetos citados pelo chefe do Executivo local são cinco Ceinfs (Centro de Educação Infantil), o recapeamento da Avenida Guaicurus e uma ‘geral’ na limpeza da cidade. Nesta fase comemorativa, a inacabada nova Avenida Júlio de Castilho está fora da programação, enquanto os planos futuros incluem, por exemplo, o chamado ‘viaduto da Coca-Cola’, na hoje rotatória da Gury Marques com a Interlagos.

Nesta entrevista, o prefeito também sinaliza um fim sobre a discussão acerca da Quinta Gospel e de problemas na rede pública de saúde: “alta complexidade não é responsabilidade do município, porém o prefeito vive correndo atrás para resolver”.

Quais obras merecem destaque nesses cinco meses de gestão?

Os cinco Ceinfs são muito importantes, porque há um déficit (de vagas) importante no município. E a Guaicurus, que era um tormento, e vai virar um tapete. Depois vamos fazer a ciclovia.
A cidade estava imunda, nós demos uma geral e daqui a pouco vamos retomar, porque estamos licitando novos contratos, acabaram os contratos específicos complementares.

Há críticas sobre falta de ações efetivas na sua gestão…

Tribunal de Contas diz que não viu obra nenhuma, desembargadores, promotores de Justiça… e nós inauguramos dezenas, em cinco meses. Destravamos, terminamos e inauguramos. Tem a Guaicurus, agora dia 29, a UBS (Unidade Básica de Saúde) na vila Fernanda, mais Ceinfs, reforma de Ceinf, que estava caindo os pedaços e agora está novo. Tudo em cinco meses.

O período eleitoral, por uma questão legal, trava alguns projetos do município. Ainda em relação a obras, qual a prioridade para depois das eleições?

Para janeiro nós temos o viaduto da Coca-Cola: emblemático, todo mundo quer.

O projeto da Via Parque com a Mato Grosso está quase pronto para ser licitado e não depende do período eleitoral, nós vamos licitar nos próximos dias. Se estiver já tudo no jeito, já licito. Há detalhes técnicos para licitar. Já abrimos a rua de trás, está pronta, nem inauguramos ainda, talvez vamos inaugurar quando estiver tudo pronto.

E a Júlio de Castilho?

Ainda não concluiu tudo. Eu estava na Caixa Econômica Federal ontem e vi que faltam alguns detalhes, não está terminada ainda.

A Quinta Gospel virou alvo de discussões recentemente, estão pegando no pé da Prefeitura sobre isso, como o prefeito vê esta questão?

É muito simples: foi criada uma lei, aprovada pela Câmara e sancionada pelo Nelsinho (Trad, prefeito até o fim de 2012). Não tinha espaço para o gospel e abriram. Foi criada uma lei para deixar protegido o espaço. E ainda diz assim: é na quinta para poder utilizar a mesma estrutura da noite da seresta, para economizar.

Qualquer outra religião ou manifestação cultural, como queiram, é só mandar o ofício para nós que nós vamos colocar na quarta ou no sábado, que aproveita a estrutura também.

Mas isso não acontece ainda, de fato.

Se mandar, a gente atende. O pedido (negado a uma cantora ligada a umbanda, que motivou o início das discussões públicas sobre a Quinta Gospel) foi na quinta. Quer dizer: quer que tire a Quinta Gospel e coloque outro. Tirar o espaço do segmento que o conquistou? Conquistou tá conquistado, é lei. O outro segmento a gente aloca no outro dia. Já conversei com vereador, como todo mundo e ó: ‘se vocês quiserem, manda o ofício, na quarta ou no sábado está liberado para vocês’.

Saúde pública também é apontada como problema constante em Campo Grande. Atualmente, por exemplo, discute-se disponibilização de mais vagas em hospitais, questiona-se o contrato de arrendamento do Sírio-Libanês…

Uma coisa importante que ninguém escreve: alta complexidade não é responsabilidade do município, porém o prefeito vive correndo atrás para resolver. Alta complexidade é responsabilidade do governo do Estado, está na lei.

O prefeito refere-se à Santa Casa? (Maior hospital do Estado e referência em atendimento de alta complexidade, que vive às voltas com superlotação e déficit orçamentário, entre outros problemas).

Alta complexidade não é responsabilidade do município. Agora, tudo que acontece na cidade o prefeito procura buscar uma solução. Estou lutando pela Santa Casa, vocês sabem, desde o primeiro dia do meu governo.

Melhorei convênios. Estou pactuando com a (maternidade) Cândido Mariano leitos de UTI Neonatal e mandando mais recursos em troca, estou abrindo o hospital infantil, com 100 leitos. Problema de leitos? O prefeito está procurando resolver, mesmo não sendo responsabilidade dele, o Estado que deveria estar atento a isso.

E o Hospital Pediátrico? Um imóvel no centro da cidade, o projeto prevê a mudança que deverá ocorrer na demanda de trânsito e fluxo de pessoas naquela região, questões de transporte coletivo, estacionamento?

Ali é um corredor de transporte coletivo, a pessoa desce na Rui Barbosa e vem, meia quadra. Estacionamento é na frente. Se o fluxo for muito grande, vamos fazer a faixa de travessia e fornecer o estacionamento da frente. A gente vai adequando conforme a necessidade.

Nós começamos com 40 leitos infantis, atendimento médico 24 horas, vários pediatras. (Colocar em funcionamento) Trinta dias após a assinatura é a nossa meta: aparelhou tudo, adequou, começa. Vamos começar a dar uma resposta. Os demais leitos e o centro cirúrgico servem como amortecedor, em vez de levar para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), leva para o hospital, este é o nosso objetivo.

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