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Patrocinador também questiona escolha do Catar para Copa

A Fifa está sob cada vez mais pressão por causa de sua decisão controversa de eleger o Catar como país-sede da Copa do Mundo de 2022. Um dos seus principais patrocinadores, a Sony, exigiu que a entidade faça “uma investigação adequada” das acusações de corrupção no processo de escolha. Enquanto isso, o jornal britânco Sunday […]

Arquivo Publicado em 08/06/2014, às 23h49

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A Fifa está sob cada vez mais pressão por causa de sua decisão controversa de eleger o Catar como país-sede da Copa do Mundo de 2022. Um dos seus principais patrocinadores, a Sony, exigiu que a entidade faça “uma investigação adequada” das acusações de corrupção no processo de escolha. Enquanto isso, o jornal britânco Sunday Times publicou novas alegações com base em milhões de documentos vazados.


A eleição do Catar se deu em dezembro de 2010. A decisão vem sendo questionada, e o vice-presidente da Fifa, Jim Boyce, chegou a dizer que apoiaria uma nova votação se as acusações foram provadas.

Contatos e favores


Na semana passada, o Sunday Times publicou que o ex-vice-presidente da Fifa no Catar, Mohamed bin Hammam, pagou 3 milhões de libras para autoridades de futebol ao redor do mundo para conseguir o apoio para a escolha do país.


Agora, Bin Hammam é acusado de ter usado seus contatos na família real e no governo do Catar para conseguir acordos e favores para garantir a realização do torneio no país.


Segundo os emails obtidos pelo jornal, alguns deles vistos pela BBC, Bin Hammam visitou o presidente russo, Vladimir Putin, para discutir “relações bilaterais entre a Rússia e o Catar um mês antes da votação para os países-sede das Copas de 2018 e 2022.


Bin Hammam intermediou conversas entre o governo e o executivo da Fifa na Tailândia, Worawi Makudi, para concretizar um acordo de importação entre o país e o Catar.


Bin Hammam convidou o ex-executivo da Fifa na Alemanha, Franz Beckenbauer, a ir a Doha apenas cinco meses antes da votação junto com empresários do setor de petróleo e gás, que o haviam contratado como consultor. A empresa disse que explorava investimentos no Catar, mas não chegou a fechar negócios. Beckenbauer negou-se a comentar o assunto.


Bin Hammam intermediou encontros entre nove executivos da Fifa, entre eles o presidente Joseph Blatter, e membros da família real do Catar.


Bin Hammam intermediou um encontro entre a equipe de campanha do Catar e o presidente da Uefa, Michel Platini. Platini, que admite ter votado pelo Catar, diz que Bin Hammam não participou da reunião e diz não ter nada a esconder.

Posição desconfortável


O comitê de organização da Copa no Catar divulgou um comunicado na semana passada em que nega – novamente – que Bin Hammam tenha desempenhado qualquer papel na campanha. E Bin Hammam não quis comentar o assunto.


No entanto, os e-mails parecem mostrar que Bin Hammam, que foi banido do futebol em 2012 por participar de outros escândalo de cor

rupção, estava de fato trabalhando para garantir o apoio a seu país.
Mesmo que a Fifa e o Catar estejam numa posição desconfortável, ainda não está claro que ele ou a equipe de campanha tenham quebrado regras da Fifa.


Ainda assim, o investigador-chefe da Fifa, o advogado Michael Garcia, agora precisa levar em consideração as revelações mais recentes em sua longa análise de eleições de países-sede da Copa. Mas acredita-se que Garcia não deve ir muito a fundo nas ações de Bin Hammam já que ele já foi banido pela Fifa.

Jornal Midiamax