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Papa gostaria de poder viajar ao norte do Iraque, diz emissário Vaticano

O papa Francisco gostaria de poder viajar ao norte do Iraque para “compartilhar a dor” das milhares de pessoas que foram obrigadas a abandonar seus lares fugindo da “violência inaudita” dos jihadistas de Estado Islâmico (EI). Assim explicou em entrevista divulgada nesta segunda-feira pela “Rádio Vaticana” o cardeal Fernando Filoni, enviado pelo pontífice como emissário […]

Arquivo Publicado em 11/08/2014, às 11h33

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O papa Francisco gostaria de poder viajar ao norte do Iraque para “compartilhar a dor” das milhares de pessoas que foram obrigadas a abandonar seus lares fugindo da “violência inaudita” dos jihadistas de Estado Islâmico (EI).


Assim explicou em entrevista divulgada nesta segunda-feira pela “Rádio Vaticana” o cardeal Fernando Filoni, enviado pelo pontífice como emissário a este país do Oriente Médio com o objetivo de transferir aos deslocados “o amor” do pontífice e de investir uma soma de dinheiro não especificada em sua ajuda.


“O papa queria estar ali, no Iraque, compartilhando a dor das vítimas indefesas de uma cruel injustiça e de uma violência inaudita”, referiu.


O cardeal manteve nesta manhã uma audiência privada com o pontífice, que deu uma série de indicações pessoais, e empreenderá a viagem rumo ao Iraque nesta tarde, às 18 horas local (13 horas, em Brasília), informou hoje a Santa Sé em comunicado.


Trata-se de uma “missão de encorajo, de confiança, de ajuda espiritual, moral e psicológica”, disse Filoni.


Nomeado recentemente governador regional para a Evangelização dos Povos, Filoni defendeu que o Iraque, tradicionalmente, foi um país no qual “onde durante centenas de anos as minorias conviveram com as maiorias”.


Núncio na Jordânia e Iraque desde 2001 a 2006, o enviado é conhecido por ser o único diplomata que não abandonou o país durante toda a guerra.


Filoni se mostrou convencido de que as autoridades iraquianas farão tudo o que está em suas mãos para proteger estes cristãos, mas ao mesmo tempo reconheceu que estas pessoas “devem sentir que a Igreja universal está com eles, que não os abandona”.


Desde que começou esta crise provocada pelo avanço do EI, que proclamou um “califado” que se estende a ambos os lados da fronteira entre Iraque e Síria, estima-se que cerca de 120 mil cristãos se viram obrigados a fugir destes milicianos jihadistas.


O papa se mostrou comovido por estes fatos em múltiplas ocasiões, a última ontem quando, após a reza do tradicional Ângelus dominical, lembrou com tom e semblante sério que “não faz a guerra em nome de Deus”.

Jornal Midiamax