Geral

Pai de ciclista descobriu morte de adolescente ao registrar desaparecimento

O pai do adolescente Alisson Cristian Valter Bueno, de 16 anos, que morreu após ser atropelado no bairro Miguel Couto, em Campo Grande, na noite de sábado (15), descobriu sobre o acidente ao ir à delegacia registrar um boletim de ocorrência, do desaparecimento do filho. Ele não teve o nome divulgado e ficou abalado com […]

Arquivo Publicado em 17/03/2014, às 13h00

None

O pai do adolescente Alisson Cristian Valter Bueno, de 16 anos, que morreu após ser atropelado no bairro Miguel Couto, em Campo Grande, na noite de sábado (15), descobriu sobre o acidente ao ir à delegacia registrar um boletim de ocorrência, do desaparecimento do filho. Ele não teve o nome divulgado e ficou abalado com a notícia.

Conforme a polícia, na manhã de ontem, o pai da vítima resolveu registrar a ocorrência sobre o sumiço do filho, que não havia chegado em casa, depois de sair do trabalho. O jovem era empregado em uma churrascaria que fica na região e pelo horário do acidente, a família diz acreditar que ele estava retornando do serviço.

O fato não havia sido comunicado aos familiares, pois os policiais e peritos estavam fazendo o levantamento do local do acidente, que é pouco iluminado. Além disso, houve a continuidade do flagrante, onde o Peugeot 307, de cor champanhe, placas NRJ-0998, de Campo Grande (MS), foi encontrado na garagem do suspeito do crime, no bairro Morumbi.

O para-brisa do automóvel estava quebrado e na lateral/frontal do para-choque há sinal da tinta da bicicleta, que é vermelha. Dentro do automóvel foram encontradas duas garrafas vazias de cerveja e isotônico. Além disso, o proprietário do automóvel, o advogado Ciliomar Marques Filho, de 27 anos, que atualmente é membro da Comissão da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul) não foi localizado até o momento.

Entenda o caso

O acidente aconteceu na noite de sábado (15), por volta das 22h40, na alça do Rua Ceará com a Avenida Afonso Pena, no sentido sul/norte, no bairro Miguel Couto, na Capital. O Peugeot 307 atropelou o ciclista Alisson que morreu no local, por conta do impacto. Ele teve traumatismo craniano.

Uma testemunha, apenas identificada como Thiago, que passava pelo local e presenciou o acidente, viu quando o motorista não prestou socorro e fugiu. O rapaz seguiu o Peugeot até a altura do Nova Cap, dando luz alta.

Questionada pela testemunha sobre o acidente, o motorista disse que viu o que tinha feito, mas que não poderia fazer nada, e que tinha que fugir do flagrante, pois era advogado. Além disso, ele admitiu que havia ingerido bebida alcoólica.

A testemunha e os amigos dela, que estavam no mesmo carro, foram quem acionou o Corpo de Bombeiros pelo 193 do Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) e informou sobre o acidente.

O caso foi registrado como homicídio culposo – aquele que não teve intenção de morte, qualificado pela omissão de socorro no trânsito e evasão do local. Ele deve ser investigado pela 3ª Delegacia da Polícia Civil, localizada no bairro Carandá Bosque.

Jornal Midiamax