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MP-SP ataca CBF e investiga por que a Portuguesa escalou Héverton

O imbróglio envolvendo a escalação de Héverton pela Portuguesa é investigado em duas frentes pelo Ministério Público de São Paulo. Em entrevista exclusiva, o promotor Roberto Senise Lisboa explicou como o trabalho tem sido conduzido, com foco no desrespeito da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao Estatuto do Torcedor e nos trâmites internos do clube […]

Arquivo Publicado em 24/01/2014, às 15h53

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O imbróglio envolvendo a escalação de Héverton pela Portuguesa é investigado em duas frentes pelo Ministério Público de São Paulo. Em entrevista exclusiva, o promotor Roberto Senise Lisboa explicou como o trabalho tem sido conduzido, com foco no desrespeito da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao Estatuto do Torcedor e nos trâmites internos do clube paulista.


Segundo Senise, já existem indícios de que membros da Portuguesa tinham conhecimento do julgamento que culminou com a punição de dois jogos aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ao jogador Héverton dois dias antes de o clube escalar o meia em situação irregular contra o Grêmio. Julgada no STJD posteriormente, o clube paulista perdeu quatro pontos e foi rebaixado, livrando o Fluminense da Série B.


A escalação de Héverton teve influência também na vida do Flamengo, que na véspera colocou em campo o suspenso André Santos, expulso em jogo anterior pela Copa do Brasil. O time carioca também foi punido com a perda de quatro pontos e seria o rebaixado caso a Portuguesa se livrasse da pena.


A situação provocou uma enxurrada de ações movidas por torcedores na justiça comum que colocou um grande ponto de interrogação de como será o Campeonato Brasileiro da Série A em 2014. A guerra de liminares atinge diretamente a CBF, que é investigada pelo Ministério Público por não ter feito o controle de jogadores suspensos da forma indicada pelo Estatuto do Torcedor.

Jornal Midiamax