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Moradores temem que pedintes e usuários de drogas transformem Centro em ‘cracolândia’

A constante presença de pedintes no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Ernesto Geisel, no centro de Campo Grande, tem preocupado os moradores daquela área da cidade e também os transeuntes, sejam pedestres ou mesmo aqueles que passam com seus automóveis, que são abordados. Na região compreendida pelas ruas Aquidauana, 15 de Novembro, Avenida Calógeras […]

Arquivo Publicado em 27/01/2014, às 12h22

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A constante presença de pedintes no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Ernesto Geisel, no centro de Campo Grande, tem preocupado os moradores daquela área da cidade e também os transeuntes, sejam pedestres ou mesmo aqueles que passam com seus automóveis, que são abordados. Na região compreendida pelas ruas Aquidauana, 15 de Novembro, Avenida Calógeras e as duas avenidas em questão a situação é mais crítica.

As opiniões são várias, passando pela questão social e chegando à segurança pública. São comuns os boletins de ocorrência com apreensão de drogas.Os moradores temem que o local, em breve, torne-se uma Cracolândia (ponto onde se reúnem viciados e traficantes para a comercialização de droga em São Paulo).

A movimentação no local, de pedintes, consumidores de bebidas alcoólicas e de drogas é nas 24 horas do dia, mas à noite fica mais intensa. Além de provocar temor nas pessoas que passam por ali, os próprios pedintes colocam suas vidas em risco, correndo entre os carros na tentativa de arrecadar algum dinheiro.

Alguns moradores já flagraram casos de alguns pedintes que depois de conseguirem arrecadar certa quantidade de dinheiro ausentam-se por alguns momentos, (presume-se para comprar droga) retornando logo depois para continuar com o “expediente”. A rotina é verificada ao longo do dia. Alguns já confirmaram que pedem dinheiro para sustentar o vício.

Um grupo, inclusive mulheres, estende um colchão no gramado da Avenida Afonso Pena e acampa ali durante toda a noite. Além de descansarem também aproveitam o local para o consumo de bebida. A utilização do colchão é feita em sistema de rodízio.

Os moradores das proximidades, que com receio de retaliações preferem não se identificar,dizem acreditar que a presença mais efetiva da Polícia Militar e da Guarda Municipal, com rondas, poderia amenizar o problema.

“Reconhecemos que existem políticas públicas para tentar minimizar esta situação, mas não depende só das autoridades, pois é preciso que as pessoas também queiram a recuperação. Já vimos alguns serem levados mas não demora muito tempo e estão de volta, pedindo, consumindo drogas e deixando preocupado quem mora por aqui”, afirmou um morador.

Jornal Midiamax