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Mais saboroso, consumo de café gourmet cresce 5 vezes mais ao ano no país do que tradicional

O consumo de café gourmet (cafés especiais) no Brasil cresce 15% ao ano, contra 3% do café tradicional no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês). A diferenciação entre o gourmet e o comum começa pela produção do grão e chega até ao sabor da bebida, explicam especialistas. Para […]

Arquivo Publicado em 24/06/2014, às 19h14

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O consumo de café gourmet (cafés especiais) no Brasil cresce 15% ao ano, contra 3% do café tradicional no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês). A diferenciação entre o gourmet e o comum começa pela produção do grão e chega até ao sabor da bebida, explicam especialistas.

Para começar, há dois tipos de grãos que originam o café: o arábica e o conilon. O arábica, que origina o café gourmet, é a espécie mais delicada, tem um sabor suave, é mais aromático, menos adstringente, tem menor teor de cafeína e é cultivado em lugares altos. Já oconilon é a espécie mais resistente às pragas, tem um sabor mais amargo e maior teor de cafeína.

Especialista em café e barista, a coordenadora de cafés da rede Fran’s Café, Stella Gross, conta que o café gourmet é feito com 100% de grãos arábica. “Por isso, ele é superior em qualidade, em sabor e possui menos cafeína do que o café feito com grãos conilon ou com a mistura das duas espécies”, diz.

A torrefação é outro elemento que determina o sabor do café, já que o processo altera importantes transformações físicas e químicas nos grãos crus e, é responsável pelo desenvolvimento de sabor e aroma. “O processo envolve tempo e temperatura, no qual ocorrem os pontos de torra podem ser classificados em: clara, na qual a bebida é mais ácida e menos amarga; média, na qual a bebida tem sabor equilibrado e; escura, na qual a bebida é mais amarga e menos ácida”, diz.

“O nosso blend, que é a mistura de variedades dos grãos arábica, é composto por cafés brasileiros das regiões do Cerrado Mineiro, Sul de Minas e Mogiana. São 100% da espécie arábica, com torra média, certificados pela ABIC”, emenda Stella.

Qualidade e consumo

A associação criou há 10 anos o Programa de Qualidade do Café (PCQ) com o objetivo de ampliar o consumo, estimulando a melhoria da qualidade da bebida no país. Atualmente este é o maior e mais abrangente programa de qualidade e certificação para café torrado e moído em todo o mundo. O PCQ certifica e monitora 476 marcas de café e, deste número, 115 são de cafés gourmet, de alta qualidade e maior valor agregado.

Dia do café

A ABIC também criou o “Dia Nacional do Café”, instituído em 2005 e celebrado todos os anos no dia 24 de maio. A data simboliza o início da colheita em grande parte das regiões cafeeiras do país e é comemorada por produtores, cooperativas, exportadores, cafeterias e indústrias.

Jornal Midiamax