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Mais de meio milhão de civis fogem de combates na cidade iraquiana de Mossul

Mais de 500 mil civis fugiram dos combates na cidade iraquiana de Mossul e em sua região, anunciou a OIM (Organização Internacional para as Migrações). A cidade é a segunda maior do Iraque e uma das maiores produtoras de petróleo do país. As equipes da OIM no local consideram que a violência durante o fim […]

Arquivo Publicado em 11/06/2014, às 11h34

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Mais de 500 mil civis fugiram dos combates na cidade iraquiana de Mossul e em sua região, anunciou a OIM (Organização Internacional para as Migrações). A cidade é a segunda maior do Iraque e uma das maiores produtoras de petróleo do país.


As equipes da OIM no local consideram que a violência durante o fim de semana, consequência do ataque e da tomada de controle por grupos jihadistas, provocou “o deslocamento de mais de 500 mil pessoas no interior e ao redor da cidade”.


Os jihadistas querem criar um Estado islâmico no Iraque e tem apoio da organização terrorista Levante (Isis), que se inspira na Al Qaeda.


A OIM, uma organização internacional independente com sede en Genebra, afirma que “muitas vítimas são civis”.


“Não é possível acessar o principal centro de saúde, formado por quatro hospitais, porque está dentro de uma zona de combates”.


“Algumas mesquitas se transformaram em clínicas para atender os feridos”, explica a organização.


Segundo a OIM, os habitantes fogem a pé porque o uso de carros foi proibido no centro da cidade. Além disso, Mossul sofre com a falta de água potável e alimentos.


Além de Mossul, conquistada no final de semana, os rebeldes conquistaram também outra grande cidade produtora de petróleo, Baiji, nesta quarta-feira (11), e colocaram fogo no tribunal e na delegacia de polícia local.


A região de Baiji possui muitas refinarias e poços de petróleo, além de ser um corredor de passagem dos oleodutos que vem do leste do país.


A TV local afirma que as forças do governo não estão oferecendo resistência ao avanço do Isis e dos jihadistas.


Segundo as fontes, 250 guardas da refinaria tinham concordado em se retirar para outra cidade depois que os militantes enviaram uma delegação de chefes tribais da região para convencê-los a sair.


Jasim al-Qaisi, morador de Baiji, declarou que os militantes também ameaçaram a polícia e os soldados para que não os desafiassem.


A refinaria de Baiji é a maior do Iraque e fornece derivados de petróleo para a maioria das províncias do país.

Jornal Midiamax