A presidente da Petrobras Graça Fostes conseguiu, nesta quarta-feira, votos no Tribunal de Contas da União (TCU) para que seus bens sejam declarados como indisponíveis. Apesar da decisão, os ministros incluíram Graça Foster entre os responsáveis por irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). A decisão do tribunal, no entanto, não é definitiva, já que o ministro Aroldo Cedraz pediu vistas do processo.

Ao analisarem o processo, cinco ministros se posicionaram contrários e dois favoráveis ao bloqueio de bens de Fostes e também do ex-diretor da área internacional da estatal, Jorge Luiz Zelada. No mês de julho, o TCU já havia ordenado o bloqueio dos bens de 11 diretores e ex-diretores da companhia que foram responsabilizados por prejuízos de US$ 792 milhões, segundo o tribunal.

O relator do caso, ministro José Jorge, decidiu responsabilizar Graça Fostes e Zelada por terem determinado que a Petrobras comprasse a segunda metade da refinaria somente ao final das disputas judiciais com o sócio do negócio, a Astra Oil, o que custou US$ 92 milhões a mais à estatal.