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Jogador do Flamengo é intimado para explicar suposto envolvimento com milícia

O jogador do Flamengo Luiz Antônio de Souza Soares, conhecido como Luiz Antônio, e seu pai, Luiz Francisco Soares, devem ser ouvidos nos próximos dias na Draco-IE (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais) sobre o suposto envolvimento com milicianos da chamada Liga da Justiça, que atua na zona oeste do Rio. […]

Arquivo Publicado em 11/08/2014, às 20h31

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O jogador do Flamengo Luiz Antônio de Souza Soares, conhecido como Luiz Antônio, e seu pai, Luiz Francisco Soares, devem ser ouvidos nos próximos dias na Draco-IE (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais) sobre o suposto envolvimento com milicianos da chamada Liga da Justiça, que atua na zona oeste do Rio. Os dois foram intimados nesta segunda-feira (11) para prestar esclarecimentos.

A Secretaria Estadual de Segurança informou, em nota, que o delegado titular da Draco-IE, Alexandre Capote, só falará sobre o possível envolvimento do volante do Flamengo com a milícia após ouvir o jogador e seu pai. A assessoria do clube informou que, por enquanto, não irá se pronunciar sobre o caso. Não há informação oficial sobre porque o jogador vem sendo investigado. Em matéria do Fantástico que foi ao ar neste domingo (10) o delegado diz que um jogador de futebol, que não teve o nome divulgado, estava sendo investigado por ter presenteado um dos líderes do bando com um automóvel.

No último dia 7, a Polícia Civil desarticulou a quadrilha formada por ex-policiais militares e outros integrantes, além de um bombeiro e um policial civil. O grupo é acusado de controlar com violência pelo menos seis condomínios do Minha Casa, Minha Vida, programa de habitação popular do governo federal.

Os moradores dos imóveis eram obrigados a pagar taxas de serviço e os que se recusassem eram expulsos de suas casas. Os apartamentos eram então alugados ou vendidos, sem qualquer documentação. Na operação policial, foram cumpridos 19 dos 27 mandados de prisão expedidos.

Os suspeitos são apontados como responsáveis por crimes de roubo, tortura, ocultação de cadáver, constrangimento ilegal e injúria. Apontado como o chefe da milícia, o policial militar Marco José de Lima Gomes, conhecido como Gão, foi preso no último dia 6. Ele liderava o bando no lugar de Toni Ângelo Souza de Aguiar, preso em 2013.

Jornal Midiamax