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Jerson diz a Delcídio que ‘tem fila no ponto’ esperando para entrar no ônibus do petista

Encontro entre pré-candidato do PT ao governo e presidente da Assembleia Legislativa serviu para discutir projetos em tramitação na Casa e alianças políticas.

Arquivo Publicado em 05/02/2014, às 11h44

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Encontro entre pré-candidato do PT ao governo e presidente da Assembleia Legislativa serviu para discutir projetos em tramitação na Casa e alianças políticas.

O pré-candidato a governador e senador Delcídio do Amaral (PT) visitou o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Jerson Domingos (PMDB), na manhã desta terça-feira (4). Na ocasião, teria reclamado que “seu ônibus está vazio”. Mas o peemedebista o confortou dizendo que “tem fila no ponto esperando para entrar no ônibus”.

“Foi uma grande brincadeira. Eu sempre falo que meu ônibus está vazio porque o momento é de conversação. O Jerson me disse que os pontos estão cheios e se chover batem para entrar”, afirmou Delcídio lembrando que tanto ele quanto Jerson riram muito da brincadeira.

As alianças partidárias para a eleição deste ano ainda estão indefinidas. Sob o argumento de que o momento é para conversa, a maioria dos partidos deve começar a definir o rumo eleitoral só depois do carnaval. Apenas o Pros já declarou aliança com PT.

Em relação ao PSDB, embora seja o principal adversário do PT nacionalmente, no Estado é uma aliança que ainda está em pauta. Até petistas mais radicais, como o ex-governador e vereador Zeca do PT, aceitariam a proposta para derrotar o maior adversário político do partido em Mato Grosso do Sul, o PMDB.

A deputada estadual Dione Hashioka (PSDB) diz não acreditar na aliança PSDB-PT. Para ela, uma parceria que precise de dois palanques desgasta a aliança já que o senador Aécio Neves (PSDB) vai enfrentar a presidente Dilma Rousseff (PT). “O maior obstáculo será a nacional. Dois palanques desgastam a aliança, não será nada fácil”, afirmou Dione.

Por outro lado, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) disse que a nacional do PT liberou o partido para negociar no Estado sem impor pressão. “Tanto o Lula quanto a Dilma sabem da rivalidade histórica com o PMDB aqui no Estado e da proximidade com PSDB. A nacional não vai impor nada, já foi definido isso”, pontuou Kemp.

O deputado Felipe Orro (PDT) afirmou que seu partido deve definir ainda neste mês o caminho eleitoral. “Vamos definir neste mês a aliança, antes da convenção municipal que será em março”, disse o pedetista. Orro descarta candidatura própria do seu partido. “Devido a dificuldade estrutural e nomes, o partido deve se coligar”, completou.

Jornal Midiamax