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Governo retoma negociações para encerrar rebelião no PR

As negociações para conter a rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel, no Oeste do Paraná, foram retomadas na manhã desta segunda-feira. O motim já se estende por mais de 24 horas e resultou na morte de, pelo menos, quatro detentos. Dois presos foram decapitados e outros dois, espancados, amarrados e arremessados de cima do telhado, […]

Arquivo Publicado em 25/08/2014, às 11h47

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As negociações para conter a rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel, no Oeste do Paraná, foram retomadas na manhã desta segunda-feira. O motim já se estende por mais de 24 horas e resultou na morte de, pelo menos, quatro detentos. Dois presos foram decapitados e outros dois, espancados, amarrados e arremessados de cima do telhado, caindo de uma altura de 15 metros. De acordo com a Polícia Militar, há vários outros presos feridos e dois agentes penitenciários feitos reféns.


Ao todo cinco detentos foram jogados do telhado da penitenciária. As equipes do Corpo de Bombeiros demoraram cerca de três horas para ter acesso com segurança até o local onde estavam os feridos. O Departamento Penitenciário (Depen) informou que um dos mortos é um ex-policial civil que estava preso por comandar um esquema de furto e desvio de peças de veículos apreendidos que ficavam no pátio 15ª Subdivisão Policial de Cascavel.


As negociações foram encerradas por volta das 22h, quando o motim já completava 14 horas. De acordo com a PM, a rebelião começou por volta das 6 horas de domingo, quando os agentes penitenciários se preparavam para servir o café da manhã. Dos 1.040 presos, pelo menos 600 teriam aderido ao movimento.


Reivindicações – O presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Cascavel, Amarildo Horvath, relatou aos jornalistas que praticamente as 24 galerias do complexo prisional foram danificadas. A rebelião teria sido motivada pelos maus tratos, qualidade da alimentação e falta de assistência jurídica, uma vez que muitos dos detentos teriam direito a revisão de pena.

Jornal Midiamax