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Garis reafirmam que greve no Rio não tem data para terminar

Apesar das tentativas da Companhia de Lixo Urbano (Comlurb) de acabar com o movimento de greve dos garis, a cidade do Rio de Janeiro amanheceu nesta quarta-feira de cinzas coberta de lixo. Partes da Zona Sul da cidade, como Ipanema e Copacabana, e centro, como a Lapa, são os piores focos da falta de limpeza […]

Arquivo Publicado em 05/03/2014, às 14h56

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Apesar das tentativas da Companhia de Lixo Urbano (Comlurb) de acabar com o movimento de greve dos garis, a cidade do Rio de Janeiro amanheceu nesta quarta-feira de cinzas coberta de lixo. Partes da Zona Sul da cidade, como Ipanema e Copacabana, e centro, como a Lapa, são os piores focos da falta de limpeza urbana que atingiu a cidade desde o sábado de carnaval. Apesar de ter anunciado a demissão de 300 grevistas na tarde de terça-feira, a medida parece ter provocado pouco efeito prático, já que a situação continua perto do caos nos pontos citados, por onde passaram os principais blocos de carnaval da terça-feira. No Sambódromo a situação foi de normalidade. “Na verdade foram 310 pessoas demitidas por carta. Mas algumas estavam de folga, outras nem estavam na escala”, disse Maria Paes, uma das líderes grevistas, que conversou com o Terra por telefone.

Até o momento a Comlurb não deu qualquer informação sobre os rumos da greve e nem sobre quando a coleta de lixo da cidade vai estar normalizada, mas o presidente da empresa. Vinicius Roriz, afirmou na terça-feira que até o fim da semana o serviço estaria normalizada. “Neste momento temos 300 garis percorrendo as sedes administrativas para pedir que ninguém saia às ruas”, disse Maria, afirmando que alguns estão trabalhando embora em número reduzido.

Os garis em greve não aceitam o comando do Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro, que negocia aumento salarial para a categoria. A Comlurb oferece 9% de reajuste o que elevaria o salário dos garis para R$ 849,79, enquanto os Garis pedem 49% de reajuste, para que o mínimo chegue a R$ 1680. “Alguns dos demitidos são do comando de greve. Enquanto eles não readmitirem os 310 demitidos não vamos voltar a negociar”, afirma.

A preocupação agora é com as chuvas que, de acordo com a previsão do tempo, vão chegar na cidade a partir desta quinta-feira e que podem deixar o cenário ainda pior. O prefeito Eduardo Paes, que esteve no sambódromo nos quatro dias de carnaval, evitou falar com a imprensa e não comentou a greve. A partir das 12h quando o comércio reabre as portas após o carnaval, a situação pode piorar.

Jornal Midiamax