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Eurocâmara classifica soltura de Tymoshenko como ‘histórica’

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, avaliou positivamente neste sábado a libertação da ex-primeira-ministra ucraniana e líder opositora Yulia Tymoshenko, um feito com que qualificou de “momento histórico para a Ucrânia e para a Europa”. “Meus pensamentos estão com Yulia, sua família e seus seguidores”, declarou o presidente do PE em comunicado sobre a […]

Arquivo Publicado em 22/02/2014, às 22h15

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O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, avaliou positivamente neste sábado a libertação da ex-primeira-ministra ucraniana e líder opositora Yulia Tymoshenko, um feito com que qualificou de “momento histórico para a Ucrânia e para a Europa”.


“Meus pensamentos estão com Yulia, sua família e seus seguidores”, declarou o presidente do PE em comunicado sobre a libertação de Tymoshenko, condenada em 2010 a sete anos de prisão por abuso de poder e que hoje deixou a clínica onde estava internada desde maio de 2012 devido a uma hérnia de disco, pouco depois que a Rada Suprema (Parlamento), controlada agora pela oposição, destituiu o presidente do país, Viktor Yanukovich.


Schulz dedicou palavras de agradecimento ao ex-presidente do PE Pat Cox e ao ex-mandatário da Polônia, Aleksander Kwasniewski, por sua dedicação a ajudar a preparar as bases para essa libertação. “A delegação do PE já está em Kiev neste momento histórico”, assinalou.


Schulz destacou, ainda, a importância do anúncio das eleições presidenciais antecipadas na Ucrânia previstas para 25 de maio. “A mudança está chegando à Ucrânia. Presto homenagem aos que protestam de maneira pacífica e que mantenham a calma”, acrescentou.


Por sua vez, o presidente do Partido Popular Europeu (PPE), Joseph Daul, manifestou em comunicado o “enorme alívio” de seu partido diante da libertação de Tymoshenko, “após quase três anos de prisão injusta, motivada por razões políticas”.


“Yulia Tymoshenko foi uma fonte constante de orgulho e inspiração para todos nós na família do PPE”, assegurou Daul, que acrescentou que sua liberdade constitui uma conquista não só para ela e sua família, mas também para todos os que acham em uma Ucrânia europeia ancorada na democracia, os direitos humanos e o Estado de Direito.


O presidente do PPE afirmou que seu partido continua apoiando a “os ucranianos que buscam um país mais democrático, próspero e europeu” e ressaltou que a UE deve garantir que esses ideais se mantêm no centro do futuro processo de reformas.


EUA saúdam liberação de opositora


Os Estados Unidos saudaram neste sábado a liberação da ex-primeira-ministra ucraniana e líder opositora Yulia Timochenko, enquanto afirmaram que o país deve “decidir seu próprio futuro”, após a destituição do presidente Viktor Yanukovytch pelo Parlamento.


“Nós a desejamos uma rápida recuperação enquanto busca o tratamento médico adequado, de que tanto precisa”, indicou a Casa Branca em um comunicado, acrescentando: “O princípio inquebrantável que deve guiar os acontecimentos é o de que o povo da Ucrânia deve decidir seu próprio futuro”.


A Casa Branca indicou em seu comunicado que tem defendido permanentemente “uma redução da violência, uma mudança constitucional, um governo de coalizão e eleições antecipadas”. “Os acontecimentos de hoje nos aproximam destas metas”, acrescentou.


“Saudamos o trabalho construtivo da Rada (Parlamento) e seguimos pedindo a rápida formação de um governo amplo e tecnocrático de união nacional”, indicou na nota.


Washington concluiu: “Trabalharemos com nossos aliados, com a Rússia e com as organizações europeias e internacionais adequadas para apoiar uma Ucrânia forte, próspera, unida e democrática”.

Jornal Midiamax