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Dólar sobe com Fed sinalizando juros maiores em 2015

Após passar boa parte do dia em queda, o dólar fechou em alta ante o real nesta quarta-feira, diante dos sinais de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, pode elevar as taxas de juros já no próximo ano, o que poderia levar investidores estrangeiros a saírem do Brasil. A moeda americana avançou […]

Arquivo Publicado em 19/03/2014, às 22h38

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Após passar boa parte do dia em queda, o dólar fechou em alta ante o real nesta quarta-feira, diante dos sinais de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, pode elevar as taxas de juros já no próximo ano, o que poderia levar investidores estrangeiros a saírem do Brasil.

A moeda americana avançou 0,30%, a R$ 2,3490 na venda, após chegar a R$ 2,3258 na mínima da sessão e recuar nos três pregões anteriores. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 900 milhões. “O aumento dos juros (nos EUA) traria uma mudança significativa nos fluxos de capital para o Brasil, diminuiria muito. E aí, é dólar para cima”, explicou o economista-chefe do Espírito Santo Investment Bank, Jankiel Santos.

O Fed descartou nesta quarta-feira a taxa de desemprego como termômetro definitivo para avaliar a força da economia e deixou claro que vai depender de série mais ampla de medidas para decidir quando elevar os juros. Também reduziu novamente em US$ 10 bilhões seu programa de estímulos, a US$ 55 bilhões, pela terceira vez seguida.

Em entrevista a jornalistas, ao ser questionada sobre quando a taxa de juros seria elevada após o fim do programa de estímulos, Yellen respondeu: “A linguagem que utilizamos no comunicado é ‘horizonte relevante’… Esse é um termo difícil de definir, mas… provavelmente significa algo em torno de seis meses, ou algo do tipo”. Como resultado, o dólar ganhou força nos mercados globais e os rendimentos dos Treasuries subiram fortemente.

“O mercado reagiu imediatamente quando (Yellen) disse que haveria um hiato de seis meses entre o fim do ‘quantitative easing’ e a alta dos juros do Fed”, disse a estrategista da Bulltick Capital Markets, Kathryn Rooney Vera. “Parece mais ‘hawkish’ do que o mercado esperava”.

Fluxo positivo

O dólar operou em queda ante o real desde a abertura dos negócios até a decisão do Fed, no meio desta tarde. Segundo analistas, o contexto de ingresso de divisas no país também ajudou a pressionar o dólar no começo da sessão.

Dados do Banco Central mostraram que o fluxo cambial, entrada e saída de moeda estrangeira no Brasil, ficou positivo em US$ 3,016 bilhões neste mês até o dia 14, graças ao superávit da conta financeira. Pela manhã, o BC brasileiro deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, todos com vencimento em 1º de dezembro e volume equivalente a US$ 198,0 milhões. A autoridade monetária também ofertou contratos para 1º de outubro, mas não vendeu nenhum.

Além disso, também vendeu a oferta total de até 10 mil swaps em mais um leilão para rolar os vencimentos em 1º de abril. No total, o BC já rolou cerca de 40% do lote total do próximo mês, equivalente a US$ 10,148 bilhões.

Jornal Midiamax