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Depois de ver filho passar mal com aplicação de soro, mãe quer levar caso ao MP

Uma mãe promete levar ao MPE (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) o caso de atendimento de seu filho na Unidade de Pronto Atendimento do Coronel Antonino, em Campo Grande (MS). Dayane Pereira Braga, 21 anos, relata o desespero que passou ao ver seu filho de 3três anos ‘quase morrer’ na unidade, na […]

Arquivo Publicado em 22/06/2014, às 19h07

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Uma mãe promete levar ao MPE (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) o caso de atendimento de seu filho na Unidade de Pronto Atendimento do Coronel Antonino, em Campo Grande (MS). Dayane Pereira Braga, 21 anos, relata o desespero que passou ao ver seu filho de 3três anos ‘quase morrer’ na unidade, na última sexta-feira (20), depois de aplicação de soro com adrenalina.

Em virtude de  uma alergia no rosto, Dayane levou o menino para Unidade de Pronto Atendimento da Vila Almeida, mas foi encaminhado para a unidade do Coronel Antonino, onde teria um médico pediatra. “Em questão de minutos os olhos e rosto dele incharam muito, por isso fui ao médico”, conta.

Ao chegar à unidade, o médico que atendeu o menino disse apenas tratar-se de uma alergia e receitou um corticóide e remédio antialérgico e recomendou a aplicação de soro e adrenalina. “Seriam duas aplicações então, a do soro e da adrenalina, que seria intramuscular, mas o enfermeiro resolveu colocar junto no soro o conteúdo da adrenalina”, afirma.

Dayane conta que em pouco tempo, seu filho, sob soro e aplicação de adrenalina, começou a passar mal, com os olhos arregalados e dificuldade de respirar. “A boca dele secou e ficou branca e ele ficou como quem não consegue respirar mesmo, tentando puxar o ar”, afirma a mãe que pediu socorro, sem sucesso. “O enfermeiro só chegou depois”. Em um ato de desespero, a mãe retirou da veia do menino a sonda do soro. “Aí ele foi voltando ao normal”,

Para a mãe, o caso não pode ficar sem solução. “Meu filho está bem graças a Deus, mas é preciso que uma criança morra para que situações como essa não aconteçam mais”, questiona.

Além do episódio na unidade, Dayane relata o descaso no atendimento de seu filho. “O enfermeiro foi grosso comigo e me colocou como se eu estivesse errada por retirar soro, mas quis salvar meu filho”. Ao levar o caso ao MP, a mãe quer saber quem errou no procedimento de seu filho. “Quero saber se foi erro do médico ou do enfermeiro”.

Para isso, a mãe precisa do prontuário de atendimento. Ainda na sexta-feira, Dayane procurou a assistente social para ter acesso ao prontuário e saber o que, de fato, consta com relação à aplicação de adrenalina. “Eles me disseram que vão me dar o prontuário”.

Sesau

O Midiamax tentou entrar em contato com o chefe da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Jamal Salem, na tarde deste domingo (22), mas o secretário não atendeu a ligação.

Jornal Midiamax