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De nove unidades de saúde, apenas uma conta com pediatra para atender a população

A população está inconformada com o rumo que a saúde pública está tomando em Campo Grande. Nesta sexta-feira (24) entre as três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os seis Centros Regionais de Saúde (CRSs) que existem na Capital, apenas uma unidade tinha pediatra para atender a população. De acordo com o Samu, apenas nas […]

Arquivo Publicado em 24/01/2014, às 15h12

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A população está inconformada com o rumo que a saúde pública está tomando em Campo Grande. Nesta sexta-feira (24) entre as três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os seis Centros Regionais de Saúde (CRSs) que existem na Capital, apenas uma unidade tinha pediatra para atender a população.

De acordo com o Samu, apenas nas unidades da Vila Almeida e Coronel Antonino que o profissional estava atendendo. A reportagem entrou em contato por telefone com as unidades e constatou que a informação não procedia porque apenas a UPA Dr. Alessandro Martins de Souza Silva, na Vila Almeida, que havia três médicos pediatras para atender as crianças.

A falta de pediatras nas UPAs e CRSs faz os pais percorrerem quilômetros em busca de atendimento médico para as crianças. As vezes é necessário atravessar a cidade para encontrar médico.

Esse é o caso da auxiliar de produção Maiara Silva, de 27 anos, mãe de uma menina de 2 anos. Segundo ela, quando a filha está doente sempre recorre às UPAs porque nos postos de saúde nunca encontra médico.”Eu cansei de procurar pediatra nos postos e não conseguir, então eu sempre venho para o 24 horas porque é mais fácil de encontrar o médico para atender”, relata.

A mãe afirma que a solução que ela encontrou quando precisa consultar a filha doente é se deslocar do bairro Santa Mônica até a Vila Almeida porque é o local onde sempre tem pediatra. “Eu venho até aqui porque é o posto mais perto da minha casa, lá no meu bairro nunca tem pediatra”, alega.

Outro problema relatado pelos pais é com relação ao poucos especialistas, pois é preciso ter paciência para ser atendido e, quando isso acontece, os pacientes passam por  “avaliação relâmpago”, que muitas vezes não é suficiente para diagnosticar o problema, e a peregrinação em busca de médicos começa do zero.

Maiara relatou que esta é a segunda vez que traz a filha para ser consultada porque da primeira vez o pediatra não diagnosticou o problema da menina que está há duas semanas com pneumonia. “Essa é a segunda vez que venho aqui para o médico descobrir que ela tá com pneumonia”, diz ela indignada.

Outro pai, que não quis se identificar, reclamou por telefone que não conseguiu pediatra hoje para atender o filho que desde  ontem está com febre e vomitando. “Eu moro no Parque do Sol e na minha região nenhum posto tinha pediatra. Me informaram que só na Vila Almeida e Coronel Antonino que havia médico, para mim fica inviável ter que atravessar a cidade para conseguir atendimento para meu filho.

Os pais pedem que o prefeito Alcides Bernal resolva esse problema da falta de pediatra nos postos de saúde, bem como, aumentar o número de especialistas à disposição da população.

A reportagem procurou a prefeitura e solicitou informações sobre a situação da falta de pediatras nas unidades de saúde, mas não obteve retorno.

Para se informar sobre o atendimento, basta ligar no 192 e obter a informação antes de sair de casa.

Jornal Midiamax