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‘Criador’ do bitcoin nega envolvimento com moeda virtual

Uma reportagem da revista americana Newsweek, publicada nesta quinta-feira, afirma ter encontrado o homem por trás do bitcoin. O responsável pela moeda virtual seria Satoshi Nakamoto, um senhor de 64 anos que vive na Califórnia. Ele contesta a publicação e, em entrevista à agência de notícias Associated Press, nega qualquer envolvimento com o dinheiro digital. […]

Arquivo Publicado em 07/03/2014, às 11h32

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Uma reportagem da revista americana Newsweek, publicada nesta quinta-feira, afirma ter encontrado o homem por trás do bitcoin. O responsável pela moeda virtual seria Satoshi Nakamoto, um senhor de 64 anos que vive na Califórnia. Ele contesta a publicação e, em entrevista à agência de notícias Associated Press, nega qualquer envolvimento com o dinheiro digital.


Desde 2009, quando a moeda surgiu na rede, a identidade do criador do conceito bitcoin foi mantida em segredo. Até a revelação da revista americana, o único dado público sobre a moeda virtual era que a pessoa por trás da ideia usava o pseudônimo Satoshi Nakamoto. Segundo a publicação, não se trata de um apelido, mas sim do nome real do criador do bitcoin.


À Associated Press, Nakamoto disse que nunca tinha escutado falar sobre bitcoin até seu filho ser procurado pela revista, há três semanas. “Eu não tenho nada a ver com isso”, afirmou. O projetista de peças para trenzinhos à vapor contou que foi bombardeado por ligações desde a publicação da reportagem. Nakamoto vive com a família em uma modesta casa, em Temple City, na Califórnia.


A suspeita surgiu após a análise de um artigo teórico divulgado por Nakamoto na rede, em 2008. No documento, ele detalha um algoritmo matemático que define o gerenciamento do dinheiro virtual. O físico teria mantido contato com os primeiros adeptos do bitcoin via e-mail e salas de bate-papo, mas teria abandonado a ideia após criar as primeiras moedas digitais.


Ainda de acordo com a reportagem, apesar da vida simples, Nakamoto é dono de uma fortuna avaliada em 400 milhões de dólares. Todo o montante em bitcoins, é claro.

Jornal Midiamax