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Conselho de Segurança da ONU se reúne com urgência para tratar da Ucrânia

O Conselho de Segurança da ONU manterá neste domingo uma reunião de urgência para abordar os últimos eventos na crise ucraniana, segundo anunciou o porta-voz do secretário-geral, Ban Ki-moon. O encontro, convocado a pedido da Rússia, vai acontecer a partir das 21h (em Brasília) e será aberto às câmeras, confirmaram as delegações britânica e francesa […]

Arquivo Publicado em 13/04/2014, às 22h40

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O Conselho de Segurança da ONU manterá neste domingo uma reunião de urgência para abordar os últimos eventos na crise ucraniana, segundo anunciou o porta-voz do secretário-geral, Ban Ki-moon.

O encontro, convocado a pedido da Rússia, vai acontecer a partir das 21h (em Brasília) e será aberto às câmeras, confirmaram as delegações britânica e francesa no Twitter.

O embaixador francês perante a ONU, Gérard Araud, solicitou que a reunião não fosse realizada a portas fechadas -como estava previsto inicialmente-, a fim de que o representante ucraniano possa participar dela.

A Rússia advertiu neste domingo que depende do Ocidente para que seja evitada uma guerra civil na Ucrânia, perante a deterioração da situação nas regiões russófonas do sudeste desse país.

Além do Conselho de Segurança da ONU, a Rússia quer que a situação seja examinada de forma urgente na Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).

O Ministério russo das Relações Exteriores se mostrou indignado pela “ordem criminosa” do presidente interino da Ucrânia, Alexandr Turchinov, de utilizar o Exército para acabar com os protestos pró-Rússia no leste.

Segundo o governo russo, os países europeus que apoiaram os protestos no Maidan (a Praça da Independência em Kiev), assim como EUA, “são obrigados a pôr sob controle seus pupilos, a pedir que se distanciem dos neonazistas e outros extremistas e pela cessação do emprego das forças armadas contra o povo ucraniano”.

A mensagem da Chancelaria russa chegou pouco depois que Turchinov desse de prazo até segunda-feira para que os ativistas pró-Rússia deixem as armas.

Em mensagem televisionada, Turchinov prometeu que não perseguirá quem entreguar as armas “e não tenha disparado” contra os soldados de segurança ucranianos, que neste domingo lançaram uma “operação antiterrorista” na cidade de Slaviansk.

Militantes pró-Rússia tomaram neste domingo o controle total dessa cidade e rejeitaram a operação policial de Kiev.

Pelo menos um oficial do Serviço de Segurança da Ucrânia morreu e outros cinco soldados ficaram feridos em um tiroteio com as milícias pró-Rússia em um dos acessos desta cidade da região de Donetsk, admitiu o ministro do Interior ucraniano, Arsén Avakov.

O Conselho de Segurança da ONU realizou várias reuniões sobre a Ucrânia -a maioria a portas abertas- desde o princípio da crise onde Rússia e EUA mostraram posturas totalmente contrárias.

Jornal Midiamax