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Comitê da Fifa fala em nova votação para sede da Copa-2022 após denúncias

O britânico Peter Goldsmith, membro do Comitê Independente de Governança da Fifa, disse que, se comprovadas as denúncias de corrupção feitas pelo jornal inglês The Sunday Times no último domingo sobre a votação que decidiu o Qatar para sede de 2022, a entidade deveria fazer uma nova votação. A publicação afirmou que o dirigente Mohamed […]

Arquivo Publicado em 02/06/2014, às 13h32

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O britânico Peter Goldsmith, membro do Comitê Independente de Governança da Fifa, disse que, se comprovadas as denúncias de corrupção feitas pelo jornal inglês The Sunday Times no último domingo sobre a votação que decidiu o Qatar para sede de 2022, a entidade deveria fazer uma nova votação.


A publicação afirmou que o dirigente Mohamed Bin Hammam fez pagamentos de cerca de R$ 11, 1 milhões para que o Qatar fosse escolhido como sede do Mundial. “Eu acredito que, se essas alegações forem mostradas como verdadeiras, então a decisão de dar a sede ao Qatar deve ser votada outra vez”, disse o membro do comitê, conhecido como Lord Goldsmith, que foi procurador-geral do Reino Unido entre 2001 e 2007.


“Eu não vejo como e se isso vai ser provado, não foi provado ainda, então é um caso para ser respondido. Se for provado que a decisão de dar ao Qatar a Copa do Mundo foi fruto de suborno e influência indevida, essa decisão não deve ficar de pé”, disse Goldsmith.


A denúncia do The Sunday Times foi feita com base no acesso que a reportagem do jornal teve a e-mails, transferências bancárias e cartas. Hammam, o dirigente acusado de comandar o suborno, foi banido do futebol pela Fifa em 2011. Ele era rival do presidente da entidade, Joseph Blatter, nas últimas eleições para ocupar o cargo mais alto da organização.


Os documentos mostram que Hammam teria feito pagamentos diretamente a dirigentes de futebol na África para ter seu apoio na eleição do Qatar. O país negou com veemência qualquer irregularidade, e insiste que Hammam nunca teve um papel oficial apoiando a candidatura, e sempre trabalhou independentemente da campanha Qatar 2022.


Embora os funcionários não tivessem direito a voto, a estratégia de Hamman seria criar uma onda de apoio à candidatura do Qatar, que passaria então a influenciar os quatro integrantes africanos do comitê executivo da Fifa que tomavam parte na eleição.


O investigador-chefe da Fifa, Michael Garcia, está conduzindo uma longa averiguação sobre alegações de corrupção e irregularidades durante as eleições para as sedes das Copas de 2018 e 2022. Ele deve se reunir nesta segunda-feira com funcionários do Comitê Organizador do Qatar.

Apoio


O presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC, na sigla em inglês), o xeque Salmane bin Ibrahim Al-Khalifa, disse que a entidade vai dar seu apoio ao Qatar após as denúncias do jornal britânico. O dirigente, que sucedeu Hammam no comando da AFC, disse que também apoia uma investigação da Fifa nos processos que elegeram o país asiático para receber a Copa do Mundo de 2022, e a Rússia para sediar o Mundial de 2018.


“A Confederação Asiática de Futebol se mantém ao lado do Qatar para defender seu direito de organizar a Copa do Mundo de 2022”, disse Al-Khalifa. “A insistência de certos meios de comunicação sobre a atribuição do Qatar para sediar o Mundial faz parte de uma campanha”, afirmou o dirigente, que levantou a hipótese de as denúncias terem sido feitas com a intenção de beneficiar outros países. “Isso faz com que nos perguntemos sobre as verdadeiras razões desta campanha, e se não buscam evitar que um país asiático organize o Mundial”, disse.

Jornal Midiamax