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Com novos adeptos, lojas de bicicletas renovam público e aumentam vendas

Artifício de mobilidade urbana ainda recente em Campo Grande, as ciclovias demoraram um pouco até serem vistas movimentadas. Atualmente, ciclistas todos equipados são figuras comuns na cidade. Com os novos adeptos, as lojas especializadas em bicicletas tiveram que aumentar e diversificar o estoque para atender do trabalhador ao esportista. Acostumada a atender trabalhadores da c...

Arquivo Publicado em 26/01/2014, às 14h06

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Artifício de mobilidade urbana ainda recente em Campo Grande, as ciclovias demoraram um pouco até serem vistas movimentadas. Atualmente, ciclistas todos equipados são figuras comuns na cidade. Com os novos adeptos, as lojas especializadas em bicicletas tiveram que aumentar e diversificar o estoque para atender do trabalhador ao esportista.

Acostumada a atender trabalhadores da construção civil, a loja de Maria Clarice de Lima, 46 anos, localizada na avenida Calógeras, no centro de Campo Grande, teve que diversificar os produtos vendidos. “Agora tem um público mais exigente. Querem bicicletas melhores, de alumínio, que aquentem trilha”, afirma.

Bicicletas Aro 29 e com freios hidráulicos tiveram que ser adquiridas para atender os novos clientes. O consumo de acessórios como, capacetes e sinalizadores, também aumentou. Com as novas aquisições as faixas de preço se entenderam, variando de R$ 240 a R$ 3.500. Além disto, a assistência mecânica teve que ser aperfeiçoada. “Meu funcionário teve que fazer curso para aprender sobre freio a disco hidráulico”, afirma.

Há oito anos no mercado, Maria afirma que nos últimos dois anos as vendas cresceram em pelo menos 80% mensalmente. A demanda exigiu que em novembro de 2012 ela abrisse uma nova filial da loja, localizada na avenida das Bandeiras.

A loja do empresário, Éder Leonida Gomes, 46 anos, não podia ficar em local mais apropriado. Em frente à ciclovia da avenida Fábio Zahran. No ramo há 26 anos, hoje Éder trabalha com bicicletas de linha profissional. “Atendemos desde iniciantes a profissionais. O público mudou, pois 90% usa para lazer e esporte”, afirma.

O empresário atribui o aumento de adeptos da bicicleta as discussões sobre mobilidade urbana e preservação do meio ambiente, além de uma melhor qualidade de vida. ”Isso fica martelando na cabeça das pessoas. As ciclovias contribuíram para que mais famílias andassem mais de bicicleta”, acredita.

Quando questionado sobre a exigência dos clientes, Éder defende. “Nós é que aprendemos a vender bicicletas. É como se ela fosse um sapato, uma roupa. Tem para cada tipo de pessoa”, afirma. 

A loja de Éder organiza grupos de ciclismo as terças e quintas-feiras, às 19h30.

Jornal Midiamax