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Com 88 sítios arqueológicos, MS organiza simpósio para mostrar arte rupestre

Mato Grosso do Sul possui 88 sítios arqueológicos que integram o Inventário da Arte Rupestre do estado. O material que foi cadastrado por pesquisadores em pouco mais de um ano e meio conta a história da ocupação de Mato Grosso do Sul. E a partir desta quarta-feira (17) até quinta (18), o público terá oportunidade […]

Arquivo Publicado em 15/09/2014, às 17h55

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Mato Grosso do Sul possui 88 sítios arqueológicos que integram o Inventário da Arte Rupestre do estado. O material que foi cadastrado por pesquisadores em pouco mais de um ano e meio conta a história da ocupação de Mato Grosso do Sul.

E a partir desta quarta-feira (17) até quinta (18), o público terá oportunidade de conhecer mais sobre história do território sul-mato-grossense por meio da arte rupestre. É que no período acontece o I Simpósio sobre Arte Rupestre em Mato Grosso do Sul. O evento é totalmente gratuito.

Arqueóloga da Eletrosul, Luciana Ribeiro conta que pelas características dos achados arqueológicos, a ocupação da região se deu basicamente por povos caçadores, coletores ou pescadores e, posteriormente, por grupos de etnias indígenas que se dedicavam à horticultura e eram, também, exímios ceramistas.

Segundo ela, os primeiros habitantes de MS viveram na região há pelo menos 10 mil anos, até a chegada dos colonizadores europeus, quando o contato extinguiu diversos grupos e práticas culturais. “As figuras rupestres encontradas em Mato Grosso do Sul retratam, por meio de simbologias, os ritos, crenças e a vida cotidiana desses povos”, acrescenta a arqueóloga.

“Os sítios rupestres do Mato Grosso do Sul contam a história da ocupação do território. Com o inventário e os desdobramentos desse trabalho, a intenção é não só assegurar a preservação do patrimônio arqueológico sul-mato-grossense como, também, envolver a população nesse processo de conservação”, pondera.

Início

Os primeiros cadastros dos grafismos no Mato Grosso do Sul foram feitos há mais de quatro décadas. “Naquela ocasião, o arqueólogo tinha apenas um mapa do IBGE. Hoje, temos imagens de alta precisão, GPS e sistemas de identificação, que têm pequena margem de erro. Em alguns casos, conseguimos verificar a existência de um sambaqui ou de um cerrito por imagens de alta precisão”, conta a arqueóloga.

Vandalismo

A arqueóloga lembra que boa parte desses sítios está em locais muito visitados ou muito afastados das comunidades e, por isso, as pinturas e gravuras sofreram vandalismo ou mesmo destruição por agentes naturais, como o desplacamento da rocha.

“O recadastramento possibilita que tudo seja reavaliado, permitindo traçar um quadro da situação de conservação e alternativas de preservação da arte rupestre em Mato Grosso do Sul e no Brasil”, acrescenta.

Livro “Arte Rupestre em Mato Grosso do Sul”

No encerramento do simpósio, o resultado do trabalho será apresentado em publicação voltada para a educação patrimonial arqueológica, com informações resgatadas dos sítios de arte rupestre. Posteriormente, o material será disponibilizado digitalmente pelo Iphan aos órgãos interessados no estudo.

O trabalho foi realizado em parceria entre Eletrosul, Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e agora ficará aberto ao público, de graça, durante os dias do simpósio.

Programação

Quarta-Feira (17/9)


  • 9h – Distribuição de material

  • 9h30 – Solenidade de abertura Iphan/MS, Eletrosul e UFGD

  • 10h – Vídeo institucional

  • 10h10 – Apresentação do Inventário da Arte Rupestre em Mato Grosso do Sul – Dr. Rodrigo Simas Aguiar

  • 10h30 – ‘O Pantanal do Guaporé e a Tradição Bacabal ceramista, suas origens e suas influências’ – Dr. Eurico Miller

  • 14h – ‘Possibilidades de cronologia das gravuras arqueológicas em Mato Grosso do Sul’ – Dr. Gilson Rodolfo Martins

  • 15h – Intervalo

  • 15h30 – ‘Grafismos arqueológicos do Alto Paraná’ – Dra. Emília Mariko Kashimoto

Quinta-Feira (18/9)


  • 9h – ‘Os Registros Rupestres do Pantanal/Brasil e da Chiquitania/Bolívia como Interação Regional dos Grupos Indígenas Pré-coloniais’ – Dr. José Luis dos Santos Peixoto

  • 10h – Intervalo

  • 10h30 – ‘Os petroglifos da região de Corumbá’ – Dr. Jairo Henrique Rogge

  • 14h – ‘Os primeiros registros dos sítios de arte rupestre de Alcinópolis’ – Dra. Silvia Moehlecke Copé

  • 15h – Intervalo

  • 15h30 – ‘Gestão e Socialização do Patrimônio Arqueológico’ – Arqueólogo Danilo Curado

  • 17h – Encerramento do evento com apresentação do livro ‘Arte Rupestre em Mato Grosso do Sul’

Serviço


  • Local: Grand Park Hotel

  • Endereço: Av. Afonso Pena, 5.282 – Centro – Campo Grande (MS)

  • Informações: [email protected]
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