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Clima pesa no Projac e ator de “Em Família” pode “morrer”

Um ator que tem faniquito a cada cena que grava. Uma atriz que está se achando a última jujuba do pacotinho. Elenco veterano que reclama com a direção da novela porque não aguenta mais regravar cenas por causa do despreparo, falta de tempo ou até intenção maldosa de colegas. Isso sem falar em capítulos que […]

Arquivo Publicado em 22/03/2014, às 16h36

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Um ator que tem faniquito a cada cena que grava. Uma atriz que está se achando a última jujuba do pacotinho. Elenco veterano que reclama com a direção da novela porque não aguenta mais regravar cenas por causa do despreparo, falta de tempo ou até intenção maldosa de colegas. Isso sem falar em capítulos que chegam em cima da hora, o que impede que atores possam estudar com calma suas falas. Ah, e ainda tem o ibope capenga. Na última quarta (19), por exemplo, registrou a periclitante média de 29 pontos, quando já deveria estar navegando rumo à casa dos 40 pontos.


Esse é o clima nada simpático –muito menos familiar– que vem ocorrendo nos bastidores da novela “Em Família”, de Manoel Carlos –desde já uma das produções mais problemáticas já feitas pela Globo.


O grande vilão da história dentro e fora da tela atende pelo nome de Gabriel Braga Nunes. Seu papel é de um professor de música rabugento (Laerte), e ele parece ter se inspirado no intransigente mestre Beethoven (1770-1827). Só que Beethoven era ranheta, mas extremamente talentoso e solitário. Não trabalhava com outras pessoas.


Já Braga Nunes é conhecido mais por ser temperamental e insociável. É ele quem dá mais trabalho ao diretor Jayme Monjardim nas gravações.


Nunes, que estava na Record e voltou à Globo em 2010, não se dá bem com Helena Ranaldi (Verônica, musicista, ex-aluna de Laerte). Também não gosta de Humberto Martins (Virgílio) e já fez até uma colega chorar (Ana Beatriz Nogueira, no papel de Selma). Na Record, ele também não era uma persona grata pelos colegas, com quem também arrumava problemas.


Agora, o comentário no Projac é que, se continuar a causar problemas, a emissora terá de resolver a questão de uma forma simples: “matando” o personagem Laerte. Ou então reduzir sua importância e fazê-lo minguar no enredo. Sobraria nesse caso para o pobre Manoel Carlos reescrever parte de sua história, que já teve vários capítulos e fases cortados.


Já Bruna Marquezine, aparentemente, está se achando a nova “namoradinha do Brasil”. Pouco experiente, mas geniosa, a bela ex de Neymar não chega a ser agressiva com colegas, mas tem causado incômodos em gravações. Ela é quem mais reclama da iluminação e dos figurinos.


Esta semana, por exemplo, se recusou a tirar uma canga durante gravações na praia, no Rio. Sua preocupação com luz e vestimenta escassa em cena tem motivo: ela não quer que suas estrias na região das pernas e das nádegas sejam exibidas nacionalmente.


Na última terça (18), Bruna só voltou atrás e tirou a canga quando o diretor ameaçou interromper as gravações e fazer uma queixa formal à direção da emissora. Houve bate boca, mas, temendo consequências com o prejuízo que causaria uma interrupção nas externas, ela aquiesceu.


Helena Ranaldi e a própria Julia Lemmertz, duas das melhores atrizes brasileiras, também têm sido alvos constantes de queixumes por parte de Braga Nunes. Ambas já confidenciaram a amigos que estão fartas das atitudes dele.


Um clima tão pesado é incomum na Globo, ainda mais porque o autor da novela, Maneco, é uma das pessoas mais amáveis e queridas do Projac; e também sobra uma parte desse calvário para o talentoso Monjardim cuidar, como se não bastassem já as dificuldades que há em fazer uma novela em horário nobre.

Jornal Midiamax