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Bitrem carregado de minério é destruído por locomotiva em passagem de nível

Um trem que faz o escoamento da produção das mineradoras na região de Maria Coelho, em Corumbá, a 426 quilômetros de Campo Grande, atropelou uma carreta bitrem carregada com 37 toneladas de minério de ferro na noite de sábado (31). Moradores e motoristas que passam pela região apontam a falta de sinalização como causa do […]

Arquivo Publicado em 02/06/2014, às 19h39

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Um trem que faz o escoamento da produção das mineradoras na região de Maria Coelho, em Corumbá, a 426 quilômetros de Campo Grande, atropelou uma carreta bitrem carregada com 37 toneladas de minério de ferro na noite de sábado (31). Moradores e motoristas que passam pela região apontam a falta de sinalização como causa do acidente.

Em entrevista cedida para o site Capital do Pantanal, o condutor da carreta, José Tadeu dos Santos, de 41 anos, morador de Tupã (SP), contou que quando cruzou a linha férrea não havia sinalização, nem o apito obrigatório.

Segundo ele, o problema já foi questionado para a empresa ALL (América Latina Logística), concessionária responsável pela linha, mas foi informado que a sinalização é por conta da empresa Vale.

O caminhoneiro, que não sofreu lesões no acidente, não havia recebido nenhuma ajuda e estava dormindo e se alimentando na carreta de um amigo nas proximidades onde o caminhão foi arrastado.

Cerca de 50 carretas fazem o transporte do minério até o porto de Santos. Ainda assim, no local não há infraestrutura para quem faz o carregamento na Vale. De acordo com José Tadeu, alguns colegas que ficam mais tempo pela região só conseguem ajuda na Vetorial (vizinha) que deixa utilizarem o banheiro.

Na manhã desta segunda-feira (2) um guincho, contratado pela seguradora da empresa que presta serviço para a mineradora, começou a levantar a carreta, mas o serviço é demorado.

Situação

De acordo com Simoni Panavitch, proprietária de um balneário na região, na última audiência pública a Vale prometeu a construção de um viaduto para ajudar no cruzamento, mas até agora nenhuma obra começou. Simoni contou que a empresa já recebeu a licença prévia mês passado, mas ainda não tiveram nem sinal do projeto.



Jornal Midiamax