Após 6º depoimento, delegada diz que sempre houve falha em registros da quimioterapia

A 1ª Delegacia de Polícia Civil ouviu na tarde desta sexta-feira (15), o depoimento do farmacêutico Marcelo Konorat, que trabalhou por 12 anos na empresa de quimioterapia que prestava serviço para a Santa de Casa de Campo Grande. Ele era o farmacêutico do período matutino que efetuou a compra dos medicamentos de quimioterapia utilizados nas […]
| 16/08/2014
- 02:33
Após 6º depoimento, delegada diz que sempre houve falha em registros da quimioterapia

A 1ª Delegacia de Polícia Civil ouviu na tarde desta sexta-feira (15), o depoimento do farmacêutico Marcelo Konorat, que trabalhou por 12 anos na empresa de quimioterapia que prestava serviço para a Santa de Casa de Campo Grande. Ele era o farmacêutico do período matutino que efetuou a compra dos medicamentos de quimioterapia utilizados nas três pacientes que morreram após as sessões do tratamento, no mês de julho. 

Quando as mortes ocorreram, Konorat já não trabalhava no hospital. Ele havia passado em um concurso público e deixado o trabalho. Durante o tempo que não havia farmacêutico, o medicamento era manipulado pela enfermeira Giovana de Carvalho Penteado. Posteriormente, o período matutino foi assumido pelo farmacêutico Raphael Castro Fernandes.

 De acordo com a delegada Ana Claudia Medina, responsável pelas investigações, o depoimento trouxe várias informações sobre como era o trabalho no período matutino e foi possível mais uma vez confirmar, que sempre houve falhas nos registros das manipulações quimioterápicas.  “Ele trouxe informações sobre a metodologia dele para ter segurança na manipulação, embora com falhas. Essas falhas já existiam na época dele. Sempre existiram”, afirma da delegada.

Assim como o outro farmacêutico que já prestou depoimento, os registros dos procedimentos não eram feitos por ele, mas sim, pela farmacêutica do período vespertino Rita de Cássia Junqueira. O procedimento feito fora dos padrões recomendados era realizado no setor por conta da grande demanda que havia de manhã, com até 30 pacientes, e pouca demanda no período vespertino.

Outro ponto esclarecido pela investigação foi à compra do medicamento aplicado nas pacientes. Konorat confirmou que foi ele que fez a compra dos medicamentos utilizados nas pacientes que morreram após a quimioterapia. “Ele saiu no final de maio e os medicamentos foram comprados por ele”, esclarece Ana Claúdia.

Relatório da Anvisa

Segundo a delegada, o relatório feito pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que indica a hipótese de falha na manipulação dos remédios como a causa da morte de três pacientes, é um auxilio às investigações.

“É apenas uma peça no quebra cabeça. Indica hipóteses, mas ainda não é conclusivo em nada. A Polícia Civil trabalha com individualização da autoria. Este é um relatório técnico com considerações”, explica Ana Cláudia.

Ainda segundo a delegada, o relatório indica falha nos procedimentos no procedimentos de rastreabilidade da quimioterapia, o que já havia sido apontado na investigação policial. O problema poderia estar presente desde a falta de controle na compra, as falhas no registro obrigatórios.  “Quando trata de problemas de medicação ou falha humana de medicação isso deve ficar plenamente esclarecido”, conclui.

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