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Acusado de mais de 20 mortes é condenado a 14 anos em Mato Grosso do Sul

O paraguaio Jacinto Ramon Cristaldo Ramirez, de 33 anos foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado na segunda-feira (17), pelo crime de assassinato, em Amambai – a 342 quilômetros de Campo Grande. Acusado de mais de 20 homicídios, inclusive de sequestro e assaltos na fronteira do Brasil com o Paraguai. Segundo a […]

Arquivo Publicado em 19/03/2014, às 11h14

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O paraguaio Jacinto Ramon Cristaldo Ramirez, de 33 anos foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado na segunda-feira (17), pelo crime de assassinato, em Amambai – a 342 quilômetros de Campo Grande.

Acusado de mais de 20 homicídios, inclusive de sequestro e assaltos na fronteira do Brasil com o Paraguai. Segundo a polícia, Ramirez foi levado a júri popular em um processo com dois mortos, Paulo Sérgio Alarcon e Edson Patrício Nunez Sonorda, crimes ocorridos na região de Coronel Sapucaia.

Classificado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como “matador de aluguel” e de alta periculosidade, Ramirez foi preso em fevereiro de 2012, em uma residência situada na região da Vila Nova, em Coronel Sapucaia, durante uma megaoperação envolvendo a Polícia Militar, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul e a ACI/MS (Agência Central de Inteligência de Mato Grosso do Sul).

Segundo relatos da polícia, no dia da prisão, ao perceber a presença das forças de segurança, Jacinto teria saído da casa com uma pistola calibre 9 milímetros com dois carregadores municiados em punho, mas ao notar que a residência estava totalmente cercada, ele teria tentado se desfazer da arma, jogando sob uma pilha de madeira e acabou se rendendo sem esboçar mais reações.

Após permanecer preso por determinado tempo no Estabelecimento Penal de Amambai (Epam) Jacinto Ramon foi encaminhado para o PHAC (Presídio Harry Amorim Costa), em Dourados, para onde retornou, após ser trazido para o julgamento, em Amambai.

Outros júris

Além do julgamento de Jacinto Ramon Cristaldo Ramirez, mais pelo menos cinco julgamentos estão previstos para acontecer na pauta deste mês de março no Tribunal do Júri, em Amambai.

Ontem (18) José Luiz Miranda foi submetido a júri popular por tentativa de homicídio contra Josmair Oliveira dos Santos.

Durante a sessão o crime foi desqualificado de tentativa de homicídio para lesão corporal. Com isso o caso foi passado ao Juizado Especial e só terá prosseguimento com alguma punição ao réu, caso a vítima entre com representação.

Nesta quarta-feira será levado a júri popular por edital, ou seja, sem a presença do réu, Nereu Soares. Ele é acusado de assassinar Merciades Brites.

Na quinta-feira, dia 20 de março, está previsto o julgamento de Joel Antunes da Rosa e Valdemar Benites. Eles são acusados de tentar matar Valdevino Gonçalves.

Na segunda-feira, dia 24 de março, será levado a júri popular perante o Tribunal do Júri da Comarca, em Amambai, Ataíde Rodrigues.

Ele é acusado de ter matado Naldo Mancuelho e na mesma ação, ter tentado matar Marizete Ramos Mota.

A pauta de júris  de março na Comarca de Amambai deverá ser encerrada no dia 25 com o julgamento de Moisés Acosta.

Ele é acusado, segundo o Ministério Público Estadual, que ofereceu a denúncia, de tentar matar Neuza Freitas e Sidney de Oliveira.

Todas as sessões do Tribunal do Júri de março em Amambai serão presididas pelo juiz titular da 1ª Vara da Comarca local, Dr. César de Souza Lima.

Pela pauta de julgamento, o Ministério Público Estadual será representado em todas as sessões do Tribunal pelo promotor de Justiça, Dr. Eteócles Brito Mendonça Dias Júnior.

Jornal Midiamax