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Sem apoio, carros e funcionando em prédios precários, Conselho Tutelar pode parar

Conselheiros denunciam que prefeito Alcides Bernal não cumpriu promessa de resolver problemas em três meses. Grupo divulgou carta de repúdio

Arquivo Publicado em 24/06/2013, às 19h26

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Conselheiros denunciam que prefeito Alcides Bernal não cumpriu promessa de resolver problemas em três meses. Grupo divulgou carta de repúdio

Faltam carros, pessoal qualificado, prédios em boas condições e apoio ao serviço realizado. Sobram crianças e adolescentes para atender. Essa é a situação atual dos três conselhos tutelares de Campo Grande (norte, centro e sul), que podem decretar paralisação.


A situação de descaso foi revelada na tarde desta segunda-feira (24), em reunião com a presença de conselheiros das três regiões. Até uma nota de repúdio sobre a situação da entidade foi confeccionada, demonstrando a insatisfação dos trabalhadores.


Para se ter uma ideia dos problemas, Campo Grande, pelo número de habitantes (quase 800 mil), deveria contar com sete conselhos tutelares, cada um com cinco conselheiros, mas conta com apenas três conselhos e quinze conselheiros. Eles são responsáveis por atender aproximadamente 2,5 mil casos por mês.


“Estamos com os conselhos sem profissionais, sem veículos para transporte e com os prédios em péssimas condições”, lamentou Cassandra Szuberski, presidente do Conselho Tutelar do centro. “É uma situação que não vem desta gestão (de Alcides Bernal), vem se arrastando, mas está piorando”, frisou.


Para se ter uma ideia, cada Conselho Tutelar conta com apenas um veículo, todos em péssimas condições. Os prédios estão em situação precária. Que, trabalha no conselho tutelar do centro tem que levar até água para trabalhar, já que o local está com infestação de pombos, até na caixa d’água.


O conselho da região sul também atuando sem a presença de psicólogo ou assistente social.
Os conselheiros revelam que tentam resolver os problemas há tempos, mas são “ignorados”. A administração de Bernal, por exemplo, recebeu representantes da entidade em março, e prometeu apresentar soluções em três meses, compromisso não cumprido.


A nota de repúdio é a última “cartada” dos conselheiros, que já avisam: podem paralisar os serviços caso soluções não comecem a ser apresentadas. “Seria uma paralisação que atenderíamos o necessário, e faríamos uma fiscalização geral no município”, comentou Cassandra.


Segundo a conselheira, falta merenda nos Ceinfs (Centros de Educação Infantil), e existem denúncias também de alimentos inadequados em escolas municipais.


Mais mazelas


Na nota de repúdio, os conselheiros ainda denunciam a falta de vagas em Ceinfs e escolas de ensino fundamental; falta de vagas e condições adequadas para crianças sob medidas de proteção e menores de idade que infringiram a lei.


Internamente, os conselheiros também relatam a carga excessiva de trabalho e falta de apoio psicológico.

Jornal Midiamax