Cassação de vereadores por compra de voto garante vaga a um veterano e dois novatos na Câmara.

A cassação dos mandatos dos vereadores Delei Pinheiro (PSD), Paulo Pedra (PDT) e Thais Helena (PT), licenciada do cargo para assumir a Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), vai proporcionar uma recontagem dos votos para uma nova composição da Câmara Municipal. Isso porque a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), desta segunda-feira (09) anula os votos válidos dos três candidatos nas Eleições de 2012.

Com a anulação dos votos, altera-se a quantidade necessária para que uma coligação eleja um representante na Casa de Leis. O ingresso na Câmara por meio do quociente eleitoral na nova contagem (dividindo-se o número de votos válidos pelas 29 cadeiras disponíveis) exige que a coligação tenha atingido 14.391 votos, diferente dos 14.894 antes da cassação, com votos de Delei, Thais e Pedra.

Baseada em dados fornecidos pelo TRE-MS, a reportagem fez a recontagem dos votos e descobriu que com a decisão, que ainda cabe recurso, a Câmara deve ganhar o retorno de um veterano, vereador Alex do PT, que deixa de ser suplente para virar titular, e de dois novatos: José Chadid, que atualmente está sem partido e ocupa o posto de secretário de Educação de Alcides Bernal (PP) e o médico Eduardo Cury (PTdoB).

Com a recontagem, 23 vereadores chegam a Câmara com os 14.391 votos necessários. Já as outras seis vagas são definidas de acordo com a sobra. Para chegar a esta conta, dividi-se o número de votos válidos atribuídos a cada coligação pelo número de lugares por eles obtidos, mais um, cabendo ao partido que apresentar a maior média um dos lugares a preencher. Assim, ficarão com as sobras os vereadores: Eduardo Romero (PT do B) – 3506 votos , Chocolate (PP)- 2508 votos, Alex do PT (PT)– 3000 votos, Vanderlei Cabeludo (PMDB) – 5414 votos, José Chadid, 1938 votos, e Eduardo Cury (PT do B) – 3440 votos .

Delei, Thais e Pedra foram denunciados pelo Ministério Público Eleitoral por captação ilegal de votos. Segundo o processo que torna os vereadores inelegíveis por oito anos, durante a campanha eles distribuíram para eleitores tickets de abastecimento de combustível em troca da adesivagem em carros e apoio nas urnas. Os três podem recorrer da decisão em Brasília-DF, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).