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Quiosque em shoppings é alternativa para empreendimento com custo mais barato

Comerciantes apostaram em quiosques dentro de shoppings para conquistar os consumidores com seus produtos e ainda aproveitar a oportunidade de um empreendimento, cujo custo mensal é mais em conta. A variedade é imensa. É possível encontrar desde os quiosques de alimentação, como os de sorvetes e doces, a uma variedade que passa de bijuterias, calçados […]

Arquivo Publicado em 27/01/2013, às 12h43

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Comerciantes apostaram em quiosques dentro de shoppings para conquistar os consumidores com seus produtos e ainda aproveitar a oportunidade de um empreendimento, cujo custo mensal é mais em conta. A variedade é imensa. É possível encontrar desde os quiosques de alimentação, como os de sorvetes e doces, a uma variedade que passa de bijuterias, calçados infantil, maquiagem, óculos, relógios, brinquedos, celulares e de livros e revistas.

São 61 quiosques contando os dois shoppings da cidade. No Norte Sul há 31 e no Campo Grande existem 30 quiosques. O investimento mínimo para adquirir um quiosque no Norte Sul é de R$ 20 mil e pode chegar a R$ 150 mil. Esses valores incluem a franquia do produto, estoque, capital de giro, estrutura do quiosque e o ponto no shopping. O valor mínimo do quiosque fica bem abaixo de uma loja convencional de 20 m², que custa a partir de R$ 50 mil, que além dos itens do quiosque inclui a reforma da loja. Já o aluguel cobrado depende de diversos fatores, como área ocupada, localização dentro do shopping e à oferta do produto disponível.

O shopping Campo Grande informou, através da assessoria de imprensa, que possui uma tabela de valores que a companhia segue para nortear o valor de cada uma das operações. A administração do centro de compras revelou ainda que o mix de quiosques está completo, portanto, não há espaço para a implantação de mais quiosques. Já no shopping Norte Sul existe a possibilidade de novos pontos dependendo da procura e do interesse de novos empreendedores.

Nos dois shoppings não há restrições quanto ao tipo de produto vendido em quiosques. “Desta forma, garantimos um equilíbrio no mix de produtos oferecidos proporcionando opções variadas e de qualidade para os clientes”, afirmou Daniela Masson, gerente de marketing do shopping Norte Sul.

Os espaços alternativos nos corredores dos shoppings podem servir como uma forma de “laboratório” para que o empreendedor sinta o comércio no shopping e posteriormente até passar para uma loja convencional. “O quiosque é interessante também porque com ele você faz um teste de pontos, sente o fluxo do shopping e verifica posteriormente a necessidade de instalar uma loja. Quando o quiosque atinge o potencial previsto de venda, geralmente passa-se para uma loja, já que provavelmente ela vai vender mais e compensará ter os custos mais altos”, comenta Daniela.

Atrair os consumidores que estão no shopping apenas para passear é uma das vantagens desse modelo de comércio. Ao visualizar o produto sem precisa entrar na loja, a possibilidade de compra aumenta. “A facilidade de ter um quiosque é a exposição do produto, ela é imediata, o cliente está passando, já olha e se interessa. É um acesso mais fácil. Às vezes ele fica inibido de entrar em uma loja e perguntar o preço, no quiosque este processo é muito mais rápido”, garantiu Daniela.

Experiência aproveitada

Maximiano da Cunha, proprietário do quiosque de jóias em especializado em prata, no shopping Norte Sul, a franquia Prata Pura, tem histórico com o comércio e trocou a atuação no Centro da Capital pelo quiosques no shopping. Cunha comandou por quatro anos uma loja de roupas, mas resolveu investir todo seu dinheiro em uma nova empreitada. Para ele, os quiosques são a melhor forma de levar seu tipo de produto ao consumidor por sua localização que garante uma maior visibilidade. “O quiosque é uma vitrine, fica mais exposto que uma loja. Os consumidores passam e vêem as peças, podem até não comprar naquele momento, mas fica com o produto na cabeça e voltam para levar em outra ocasião”.

Do escritório para o quiosque

A advogada Camila Arce resolveu investir paralelamente a sua atividade. Ela ficou sócia do namorado no quiosque de sapato infantil, Fun Shoes. “Este é o meu primeiro empreendimento no comércio, já meu namorado é sócio do pai dele em outro negócio. Tive a oportunidade e resolvi tentar. Estou muito satisfeita e se Deus quiser, esse será o primeiro de outros empreendimentos nesse mesmo formato”, conta. A opção pelo quiosque, de acordo com Camila, foi por causa do custo operacional. “É mais trabalhoso por conta de não termos espaço para o estoque, por isso todos os dias é preciso abastecer o quiosque. Mas o custo é bem menor que o de uma loja”, considera.

Jornal Midiamax