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Petista comemora apoio de Siufi a Delcídio, mas se contradiz e ressalta união nos partidos

O deputado estadual Laerte Tetila (PT) recebeu com um ‘importantíssimo’ a notícia de que o vereador do PMDB, Paulo Siufi não veria problema em apoiar a candidatura do senador Delcídio Amaral (PT) para o governo de MS. A declaração do peemedebista gerou um mal estar no partido, que atualmente conta com o secretário Nelsinho Trad […]

Arquivo Publicado em 04/12/2013, às 16h43

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O deputado estadual Laerte Tetila (PT) recebeu com um ‘importantíssimo’ a notícia de que o vereador do PMDB, Paulo Siufi não veria problema em apoiar a candidatura do senador Delcídio Amaral (PT) para o governo de MS. A declaração do peemedebista gerou um mal estar no partido, que atualmente conta com o secretário Nelsinho Trad (PMDB) como pré-candidato ao governo. Até uma reunião de emergência para colocar panos quentes sobre o caso foi realizada pelos presidentes do PMDB na terça-feira (3). Mesmo comemorando o reforço, Tetila pontuou que é preciso haver união, partidarismo e orientação dentro das siglas.

Para o petista, o apoio de Siufi é bem vindo. “Siufi apoiar Delcídio nas eleições de 2014 é um apoio importantíssimo. Ele é uma liderança dentro do PMDB”, afirmou. Questionado se o fato de Siufi ser primo do pré-candidato do PMDB, Nelsinho Trad, não acirraria ainda mais os conflitos entre PT e PMDB, Tetila avaliou que não.

“Não, até porque hoje em dia tem muita gente convivendo e muito com essa realidade. Não é pela relação de parentesco que as pessoas vão seguir a ideologia. A gente vê hoje, por exemplo, vários irmãos em partidos diferentes um do outro”, justificou.

Ao ser indagado se na avaliação dele hoje os partidos perderam papel de unificação e os eleitores votam nas pessoas e não em um partido, o deputado voltou atrás. “Acho isso um equívoco! Esse caso do Siufi pode até ser, mas isso não pode. A regra deveria ser a aglutinação nos partidos, orientação, união”, ressaltou.

Tetila aproveitou para tecer sua opinião sobre as dezenas de partidos políticos que hoje existem no cenário eleitoral. “Para mim teria que ter um partido de centro esquerda, de centro direita, de esquerda, de extrema esquerda, de direita, de extrema direita, o que dá seis ao todo. O resto é barriga de aluguel mesmo escancarada, pra fazer negociação. Já temos 33 partidos instituídos e mais 17 na fila de espera, isso quer dizer que vamos chegar aos 50, se forem aprovados. Não faz sentido”, argumentou.

Questionado se o recém criado Solidariedade estaria para o PMDB assim como o Pros estaria para o PT, abrigando ‘aliados’, o deputado recuou. “Ah, não sei. Ai não cabe a mim dizer. É difícil de falar e botar clichê nos partidos”, encerrou.

Jornal Midiamax