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Para Jerson, Dobashi só fez fala ‘inconveniente’ e não precisa depor novamente à CPI

 presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), classificou, nesta quarta-feira (3), como “inconveniente e descompromissada” fala da ex-secretária estadual de Saúde, Beatriz Dobashi, em gravação da Política Federal. Para ele, a ex-secretária não teve a “intenção de prejudicar a população ou beneficiar A ou B”, por isso, não vê necessidade de ela ser convo...

Arquivo Publicado em 03/07/2013, às 19h40

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 presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), classificou, nesta quarta-feira (3), como “inconveniente e descompromissada” fala da ex-secretária estadual de Saúde, Beatriz Dobashi, em gravação da Política Federal. Para ele, a ex-secretária não teve a “intenção de prejudicar a população ou beneficiar A ou B”, por isso, não vê necessidade de ela ser convocada para depor novamente na CPI da Saúde.


No primeiro depoimento à comissão, Dobashi negou qualquer interferência ou relação com a vinda de equipamentos para a radioterapia no Estado. Também negou ter articulado para desativar o setor no Hospital Universitário. Poucos dias depois, gravações da Polícia Federal na Operação Sangue Frio mostraram que a ex-secretária e o ex-diretor-presidente do Hospital Regional, Ronaldo Perches Queiroz, articularam para que os equipamentos fossem entregues à rede privada.


“Não é desta forma (com novo depoimento à CPI) que vai resolver o problema da saúde. Se houve irregularidade ou não por parte da secretária Beatriz Dobashi, não tenho o direito de julgar, até porque não conheço a questão interna e administrativa da secretaria da Saúde. Será que os hospitais queriam o equipamento? Será que era conveniente naquele momento para a direção do hospital A, B ou C receber os equipamentos do Governo Federal, não sei. Portanto, como esse fato está no Ministério Público, compete ao Ministério Público apurar, não a Assembleia”, justificou o presidente.


Para Jerson, o caminho no sentido de esclarecer os fatos seria “fechar em uma sala a CPI e outras partes e ouvir a verdade”. “A verdade é que só ouviram uma parte e uma pessoa através de uma gravação. Acho que tem que se esclarecer isso, não há dentro disso nenhum desvio de dinheiro, nada que viesse a prejudicar a população e sim uma fala que foi inconveniente, uma fala descompromissada e sem intenção de prejudicar a população ou beneficiar A ou B”, avaliou o deputado.


Jerson revelou ainda que o governador André Puccinelli “se sentiu ferido com essa questão”. “Por conhecer a Bia há 39 anos e nestes 39 anos da sua parceria em nenhum momento foi verificado deslize dela”, explicou. Um dia depois de vir à tona a gravação da PT, Dobashi pediu demissão e, por enquanto, o secretário adjunto, Antônio Lastori, está respondendo pela pasta.

Jornal Midiamax