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Morte de delegado pode estar relacionada a assassinato de dono de jornal

Os dois foram sócios no site de notícias UH News, veículo que era comandado por Eduardo Carvalho. Ele foi executado no dia 21 de novembro do ano passado.

Arquivo Publicado em 25/06/2013, às 23h05

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Os dois foram sócios no site de notícias UH News, veículo que era comandado por Eduardo Carvalho. Ele foi executado no dia 21 de novembro do ano passado.

A morte do ex-delegado e advogado Paulo Magalhães na noite desta terça-feira (25) pode estar relacionada com a morte de seu ex-sócio, o empresário Eduardo Carvalho, proprietário do site UH News.


Segundo informações do delegado Wellington Oliveira,  titular do 1° DP, o caso foi encaminhado para a DEH (Delegacia Especializada de Homicídios) por causa das possíveis conexões com outros homicídios da cidade, entre eles, o do ‘Carvalhinho’. Esta é apenas uma das vertentes da polícia para a investigação.


Os dois foram sócios no site de notícias UH News, veículo que era comandado por Eduardo Carvalho. Ele foi assassinado no dia 21 de novembro do ano passado de maneira semelhante.
Duas pessoas em uma moto escura executaram o empresário quando chegava em casa. Nesta noite, Paulo Magalhães buscaria a filha, de 10 anos, em uma escola na Rua Alagoas.


A Polícia Civil informou que o advogado foi assassinado por uma pessoa com experiência, pois os disparos foram precisos, na cabeça e tórax em uma rua movimentada, com comércio e no horário de saída de uma escola infantil.


A arma utilizada no crime tem calibre 9 milímetros, de uso restrito do Exército e, por vezes, utilizada sob custódia do Estado. As cápsulas serão periciadas. A perícia não sabe, a olho nu, quantos disparos acertaram o advogado, pois muitas o transfixaram.


Ex-delegado, o advogado Paulo Magalhães, de 57 anos, estava à frente da luta pela aprovação da PEC 37, alvo de críticas do Ministério Público. Ele também foi conhecido por defender causas polêmicas, como o ‘Caso Motel’, pedindo acesso aos inquéritos que envolveram a participação de policiais.


Presidente da Ong Brasil Verdade, que tem como lema “Nós agimos quando o poder público se omite”. Em uma postagem de 20 de novembro de 2012, ele diz:


“Hoje, respondendo a 19 processos federais por alegada prática de calúnia e difamação contra importantes figuras da administração pública, com uma “folha penal” maior do que a maioria dos presos que se encontram reunidos nos presídios da União, começo a rever meus conceitos quando achava que: por ser funcionário público graduado a pessoa obrigatoriamente era honesta, séria e honrada. Não, “a coisa não funciona assim”. Quando se é poderoso a consequência é achar que tudo pode, que não deve respeito as regras, que está “acima do bem e do mal”. E quando alguém ou algo “se põe no caminho” acaba por utilizar todos os artifícios, instrumentos e armas que o Poder lhe garante, desvirtuando a condição de “servir e proteger” do Estado para que seja “servido e protegido”. E é assim que o “mocinho se torna bandido” e o “bandido continua a ser visto como mocinho”, declarou.

Jornal Midiamax