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MMX mantém negociações com Glencore Xstrata e Trafigura

A MMX, empresa de mineração do grupo EBX, de Eike Batista, mantém negociações com Glencore Xstrata, Trafigura e outros investidores para operações que podem envolver a venda de ativos, informou a companhia nesta quarta-feira em comunicado ao mercado. A empresa disse que tem avaliado oportunidades de negócios que incluem a venda de ações detidas por […]

Arquivo Publicado em 26/06/2013, às 21h49

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A MMX, empresa de mineração do grupo EBX, de Eike Batista, mantém negociações com Glencore Xstrata, Trafigura e outros investidores para operações que podem envolver a venda de ativos, informou a companhia nesta quarta-feira em comunicado ao mercado.


A empresa disse que tem avaliado oportunidades de negócios que incluem a venda de ações detidas por Eike, assim como de seus ativos.


“Contudo, não há, neste momento, qualquer documento assinado ou qualquer definição que permita à companhia afirmar que seguirá um ou outro caminho, motivo pelo qual não mencionou qualquer detalhamento sobre potenciais interessados”.


Um fonte ligada ao grupo EBX, holding de Eike Batista, disse à Reuters que o projeto de expansão da MMX ficou caro para a companhia, que enfrenta dificuldades de crédito, assim como as demais companhias do grupo, diante de um elevado nível de endividamento.


O projeto Serra Azul, em Minas Gerais, está orçado em 4,8 bilhões de reais. Eike Batista estaria querendo vender o Porto do Sudeste, ativo mais valioso, juntamente com a mina, e não separadamente, segundo a fonte.


“A MMX manterá seus acionistas e o mercado em geral informados tão logo exista qualquer fato ou decisão passível de ser divulgada de maneira completa, suficiente e adequada”, informou a empresa em comunicado.


Para o comprador, uma aquisição da MMX poderá ser um bom negócio devido ao grande potencial de produção e a um financiamento quase certo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), acrescentou a fonte, que falou sob condição de anonimato.


O pedido de empréstimo ao BNDES, da ordem de 3 bilhões de reais, está em análise no banco de fomento, segundo outra fonte com a par do assunto. A MMX já conseguiu empréstimo da instituição para financiar o Porto do Sudeste.


Os jornais Folha de São Paulo e Valor Econômico informaram na edição de terça-feira os potenciais interessados na MMX.


No mesmo dia, a Reuters informou que ativos de carvão da CCX e de ouro da AUX, além de participação na produtora de minério de ferro MMX estão à venda.

Jornal Midiamax