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Leilão de energia A-3 poderá ter projetos de geração solar

O leilão de energia A-3 poderá receber ofertas de projetos de geração de energia solar, afirmou nesta quinta-feira o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. A expectativa é que o leilão A-3, com entrega de energia prevista para 2016, seja realizado em outubro. “É no leilão A-3, para 2016, que nós vamos […]

Arquivo Publicado em 27/06/2013, às 18h10

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O leilão de energia A-3 poderá receber ofertas de projetos de geração de energia solar, afirmou nesta quinta-feira o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.


A expectativa é que o leilão A-3, com entrega de energia prevista para 2016, seja realizado em outubro.


“É no leilão A-3, para 2016, que nós vamos abrir para energia solar e (a proveniente de) resíduos de lixo pela primeira vez”, disse Tolmasquim, acrescentando que atendeu uma demanda do setor.


Tolmasquim disse que a EPE vem se reunindo para discutir a questão da participação do setor sucroenergético nos leilões de energia, que precisa trabalhar para reduzir custos e aumentar sua competitividade nas operações. Isso porque o setor questiona os preços iniciais apontados para os leilões de energia, que seriam muito baixos para a indústria sucroalcooleira.


Segundo ele, há dois caminhos a serem seguidos. Do lado dos empreendedores, é necessário buscar alternativas para melhorar a produtividade em campo, elevando disponibilidade de biomassa para participação nos leilões. O outro caminho, viria do lado do governo, que poderia avaliar alternativas como mecanismo de desoneração fiscal ou de melhoria de financiamentos para o setor –o que poderia vir a ser feito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas ele ressalvou que esse é um processo em análise.


“Tenho sentado com eles (representantes do setor), feito simulações e, eventualmente, a gente depois vai conversar com a Fazenda para ver se é possível alguma medida, por desoneração ou financiamento”, disse. “A gente prefere isso, do que aumentar os preços, porque isso (preço mais alto) acaba batendo no consumidor”, acrescentou.


Tolmasquim afirmou que a ideia é reduzir os custos e elevar a competitividade, a exemplo do que aconteceu com a energia eólica. “A eólica, quando começou, era uma fonte que tinha custo elevadíssimo, mas que hoje tem um custo que é um terço do que quando começou o processo…O nosso desafio é fazer o mesmo com a bioeletricidade, ou seja torná-la mais competitiva”, disse.

Jornal Midiamax