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Índios que ocupam fazendas em Japorã denunciam ataques por pistoleiros armados

Os índios da etnia Guarani Kaiowá que ocupam propriedades rurais no município de Japorã, distante 477 quilômetro de Campo Grande, foram atacados por um grupo armado nesta segunda-feira (4), por volta das 23h. O grupo vítima da ação está acampado na fazenda São Jorge (antigo Agrolac), propriedade que teve pedido de reintegração de posse expedido […]

Arquivo Publicado em 05/11/2013, às 19h37

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Os índios da etnia Guarani Kaiowá que ocupam propriedades rurais no município de Japorã, distante 477 quilômetro de Campo Grande, foram atacados por um grupo armado nesta segunda-feira (4), por volta das 23h. O grupo vítima da ação está acampado na fazenda São Jorge (antigo Agrolac), propriedade que teve pedido de reintegração de posse expedido na terça-feira (29), pela juíza federal de Naviraí, Ana Aguiar dos Santos Neves.


A assessoria de imprensa da Funai (Fundação Nacional do Índio) confirmou o ataque, junto ao coordenador regional do órgão. O grupo cercou e atacou barracas da comunidade na tentativa de asssassinar os líderas indígenas. Durante o ato, uma moto, de um suposto integrante do grupo armado, foi retida pelos índios e será entregue a Polícia Federal. Dois servidores do órgão estão na região.


Já a assessoria de imprensa da Polícia Federal não confirmou o ataque. Conforme a PF, uma base operacional está montada na região de Iguatemi para ações preventivas, bem como, para apurar quaisquer circunstâncias. Este grupo tem autonomia para solucionar qualquer tipo de problemas entre indígenas e fazendeiros.


O conselho Aty Guasu havia denunciado um ataque no sábado (2), quando o proprietário da fazenda São Jorge, localizada na terra indígena Yvy Katu, mandou 10 pistoleiros cercar o local onde os índios estão acampados e ao mesmo tempo mandou soltar dezenas de cabeças de gados para pisotear barracas e os próprios indígenas.


A fazenda faz parte de um total de 14 propriedades que incidem sobre a Terra Indígena de Yvy Katu, declarada em 2005, mas com processo de demarcação parado.

Jornal Midiamax