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Governo planeja corte no Orçamento inferior a R$ 15 bi

O governo planeja fazer um corte adicional de menos de 15 bilhões de reais neste ano para reafirmar seu compromisso com a responsabilidade fiscal, disse uma autoridade do governo nesta quinta-feira. Mais cedo nesta semana, outras autoridades do governo haviam dito à Reuters que a administração da presidente Dilma Rousseff planejava cortes entre 15 bilhões […]

Arquivo Publicado em 04/07/2013, às 14h45

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O governo planeja fazer um corte adicional de menos de 15 bilhões de reais neste ano para reafirmar seu compromisso com a responsabilidade fiscal, disse uma autoridade do governo nesta quinta-feira.


Mais cedo nesta semana, outras autoridades do governo haviam dito à Reuters que a administração da presidente Dilma Rousseff planejava cortes entre 15 bilhões de reais e 20 bilhões de reais.


O governo acredita agora que um corte adicional inferior a 15 bilhões de reais é mais viável, mas admite a possibilidade de realizar um novo contingenciamento durante o ano caso necessário para atingir a principal meta fiscal, disse a autoridade.


“Nós planejamos cortar a grande parte dos gastos atuais e manter o investimento inalterado”, disse a autoridade. “Não há planos de elevar impostos”.


O governo espera que os cortes de orçamento irão convencer os investidores que está decidida a controlar os gastos em um momento no qual a inflação está acima da meta oficial e pode ter atingido o maior valor em 20 meses em junho.


O Banco Central deve elevar as taxas novamente em 10 de julho. O mercado, no entanto, está dividido sobre se o ritmo de aperto monetário será acelerado ou não para conter a alta nos preços.


O governo da presidente Dilma Rousseff prometeu restringir os gastos para alcançar uma meta de superávit primário já reduzida, equivalente a 2,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Originalmente, o governo havia estabelecido meta de 3,1 por cento do PIB.


O superávit primário equivale à receita do setor público subtraindo as despesas antes dos pagamentos de dívida.


Embora os economistas comemorem o tom mais austero do governo, eles dizem que Dilma precisa de um plano fiscal agressivo para recuperar a confiança dos investidores.

Jornal Midiamax