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Felipão pede tempo por ‘time ideal’ e refuta comparação com Mano

O ano de 2013 será decisivo para Luiz Felipe Scolari na Seleção Brasileira. Contando com a disputa da Copa das Confederações, a equipe disputará até 20 jogos na temporada – número muito importante, segundo o técnico, para organizar a escolher a base que disputará a Copa do Mundo de 2014. O primeiro desafio de Scolari […]

Arquivo Publicado em 23/01/2013, às 11h39

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O ano de 2013 será decisivo para Luiz Felipe Scolari na Seleção Brasileira. Contando com a disputa da Copa das Confederações, a equipe disputará até 20 jogos na temporada – número muito importante, segundo o técnico, para organizar a escolher a base que disputará a Copa do Mundo de 2014.


O primeiro desafio de Scolari na volta à Seleção é contra a Inglaterra, marcado para acontecer em Londres em 6 de fevereiro de 2013. Para esse amistoso, ele terá apenas um dia de treinamento, na capital britânica, e por isso pede tempo até que seu trabalho possa ser avaliado. Felipão evita falar em “equipe ideal” nesse momento e afirma apenas que gostaria de ter um time de “boa qualidade técnica, que tenha um conhecimento tático que possa fazer frente principalmente aos europeus e que nós tenhamos aquele vínculo”.


Destacando que apenas a individualidade não é decisiva para suas convocações, postura que já esteve clara na campanha do título da Copa do Mundo de 2002, ele frisa que “um jogador extremamente técnico pode ser substituído por um extremamente útil para a equipe, para que outros desenvolvam um bom futebol”.


“Uma série de coisas assim pode nos levar à equipe ideal”, afirma. “Ainda não é o momento de falar sobre isso, é a primeira convocação e teremos um treinamento em Londres. Daqui a três, quatro, cinco, seis meses teremos uma ideia mais para um lado ou para outro de quem merece mais ou menos chances”.


Nesta terça-feira, Scolari divulgou sua primeira convocação desde o retorno ao comando técnico da Seleção. As novidades passaram pelas voltas do goleiro Júlio César, do atacante Luís Fabiano e dos meias Ronaldinho e Hernanes e das oportunidades oferecidas ao zagueiro Dante e ao lateral esquerdo Filipe Luís.


“Em princípio quero colocar que nós, neste ano de 2013, é que vamos ter os principais jogos e a possibilidade de organizarmos uma equipe. Em 2014, se não me engano, temos um jogo só. Se nós vamos trabalhar bem e vamos organizar e escolhermos os atletas que acharmos que vão representar o País praticamente neste ano de 2013, quando devemos fazer 10 jogos”, diz Scolari.


Depois de enfrentar a Inglaterra, o Brasil já tem mais cinco amistosos definidos no ano: Itália, em 21 de março, em Genebra; Rússia, em 24 de março, em Londres; Inglaterra, em 2 de junho, no Rio de Janeiro; França, em 6 de junho, em Belo Horizonte; Chile, em 10 de setembro, em São Paulo. Além disso, em junho a equipe verde e amarela disputa em casa a Copa das Confederações, na qual está no Grupo A ao lado de Japão, México e Itália.


Enquanto não disputa os primeiros “três, quatro ou cinco amistosos” com a Seleção, Scolari refuta ainda qualquer tipo de comparação com o time comandado por Mano Menezes, demitido pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, no fim do ano passado.


“Não posso fazer um parâmetro porque não joguei ainda. É a primeira convocação, o time não foi testado, não sei como reagirão dois ou três jogadores que foram convocados, uma série de detalhes que não me deixam responder”, diz ele, que conta também como será a preparação para enfrentar a Inglaterra apesar do pouco tempo de preparação.


“À medida que chegarmos vamos trabalhar sobre dados de vídeo de como se comporta a seleção inglesa, uma ou outra conversa minimamente sobre posicionamento, para no outro dia realizarmos um treino tático também pequeno e ali adaptarmos a equipe a uma situação que nós queremos e que já está um pouco adaptada ao treinador anterior”, completa.

Jornal Midiamax