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Excesso de partidas no Maracanã preocupa Comitê Organizador Local

O excesso de jogos no Maracanã e o seu efeito no gramado para a Copa-2014 preocupa o COL (Comitê Organizador Local). A questão é que o comitê não tem como interferir diretamente na arena porque a Odebrecht é a responsável pela operação do local. A única forma de minimizar o problema é com orientações, e […]

Arquivo Publicado em 31/10/2013, às 18h33

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O excesso de jogos no Maracanã e o seu efeito no gramado para a Copa-2014 preocupa o COL (Comitê Organizador Local). A questão é que o comitê não tem como interferir diretamente na arena porque a Odebrecht é a responsável pela operação do local. A única forma de minimizar o problema é com orientações, e parcerias por meio da CBF.


Pior, o estádio do Rio de Janeiro já causa apreensão no comitê porque adotou o gramado por rolo, em vez da plantação por muda recomendada pela Fifa. Existe uma opinião dentro do COL de que os estádios que utilizaram esse tipo de plantio não terão as condições ideias para a Copa, como as outras oito arenas que fizeram o enraizamento no local.


Até a semana passada, foram 37 partidas em apenas um semestre no Maracanã, um número que estádios europeus recebem em toda uma temporada. A grama nas grandes áreas já teve que se trocada, embora a concessionária alegue que este procedimento já estava previsto anteriormente.


“Sabemos que teve uma carga grande. O estádio não está sob nossa posse até 21 dias antes do Mundial. Temos parceria com os administradores e a CBF para que se possa ajustar a quantidade de jogos e se chegar a excelência na Copa”, explicou o diretor de competições do COL, Frederico Nantes.


Não houve um pedido formal do comitê para reduzir o número de partidas no estádio no próximo semestre. Até porque será difícil exigir isso da administradora Maracanã S/A já que ela lucra mais conforme há mais partidas.


Haverá uma diminuição natural porque o Estado tem menos jogos na arena do que o Brasileiro. Confrontos contra times menores devem ser deslocados para outros lugares, com custo menor. Mas, se Flamengo e Botafogo se classificarem a Libertadores, também pode haver uma carga de partidas dessa competição para sobrecarregar o estádio.


Em relação aos outros estádios, o COL já enviou um ofício em que pede que os gramados sejam preservados da colocação de estruturas provisórias para a realização de shows. Ainda houve instruções, no seminário sobre gramados nesta quarta-feira em São Paulo, sobre procedimentos de como preservar os campos.


Outra preocupação é com o Estádio Mané Garrincha, que apresentou péssimas condições na Copa das Confederações. Houve orientações sobre a instalação de fibras sintéticas e melhor iluminação para incremento das condições atuais. Pelo menos, por lá, não há excesso de jogos.

Jornal Midiamax