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Empresa que fornece materiais ao Projeto Projovem afirma que não descumpriu contrato com Prefeitura

A empresa Delta de Educação, órgão terceirizado e contratado pela Prefeitura de Três Lagoas responsável pela profissionalização dos jovens três lagoenses ao mercado de Trabalho, solicitou direito de resposta sobre o descumprimento de algumas normas do contrato junto ao Executivo Municipal, alegando que não descumpriu as cláusulas. Apesar da denúncia do aluno do curso de […]

Arquivo Publicado em 02/07/2013, às 14h05

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A empresa Delta de Educação, órgão terceirizado e contratado pela Prefeitura de Três Lagoas responsável pela profissionalização dos jovens três lagoenses ao mercado de Trabalho, solicitou direito de resposta sobre o descumprimento de algumas normas do contrato junto ao Executivo Municipal, alegando que não descumpriu as cláusulas.

Apesar da denúncia do aluno do curso de beleza e Estética, Luciano Teixeira, que procurou a reportagem da Rádio Caçula para falar que não está indo às aulas por falta de transporte, a Delta (executora) esclarece que em momento algum descumpriu qualquer cláusula contratual com a prefeitura (contratante).

A empresa afirma que desde o primeiro dia de aula, os alunos receberam todos os itens de sua responsabilidade, como apostilas, crachás, lanche e transporte diário. Em relação à informação sobre a quantidade de alunos inscritos no ProJovemTrabalhador, a Delta explicou que tanto a Prefeitura quanto a Delta e o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) têm acesso.

Segundo a empresa, há um sistema online chamado Sinprojovem do MTE, em que a Delta cadastra todos os alunos com seus dados pessoais e freqüência às aulas. Mesmo assim, a Delta contou que entregou regularmente nas datas solicitadas todas as listas de freqüência, protocolos e documentos informando a situação sobre lanche, transporte e quantitativo de alunos.

Divulgações

Apesar de a mídia ter divulgado, recentemente, a foto de uma aluna lavando os cabelos com mangueira por falta de estrutura, o próprio professor do Curso de Beleza e Estética, Marcos Mariano, declarou que o fato se trata de uma atitude contrária aos princípios pedagógicos.

“Não autorizou nenhum aluno de suas turmas a procederem qualquer ato que necessitasse o uso de lavatórios, vez que sequer estava no momento (de acordo com a proposta pedagógica) de execução. A aluna da foto,solicitou que ele, fizesse um favor a ela. Tanto que ela comprou os materiais e em momento diverso ao da aula, procedeu-se a realização da manutenção do cabelo da aluna”, disse. Essa declaração está assinada pelo professor.

Em relação à notícia de que a professora do curso de Beleza e Estética usou o próprio dinheiro para aquisição de materiais para o curso, a Delta informou que se trata de algo inverídico. A professora, inclusive, se compromete a declarar publicamente negando o fato.

Inadimplência

A Delta explica que todos os materiais do curso são de sua responsabilidade, no entanto, a mesma espera, por parte da Prefeitura Municipal de Três Lagoas, o repasse das parcelas a que tem direito desde o início do mês de maio deste ano, já que a mesma se abstém de realizar o pagamento.

Com isso, o Instituto Delta já ingressou com uma ação judicial e aguarda a decisão da Justiça. Por fim, a Delta explica que a tal inadimplência além de comprometer a execução do curso, traz danos à imagem da empresa.

Jornal Midiamax