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Em elevação, rio Paraguai deve se aproximar de 2 metros em fevereiro

Com o nível em fase de franca elevação, o rio Paraguai atingiu na segunda-feira, 21 de janeiro, marca que nos últimos dois anos foi alcançada somente em fevereiro. A projeção da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), ligada ao Ministério das Minas e Energia (MME), é que na régua de Ladário, a altura se […]

Arquivo Publicado em 22/01/2013, às 12h36

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Com o nível em fase de franca elevação, o rio Paraguai atingiu na segunda-feira, 21 de janeiro, marca que nos últimos dois anos foi alcançada somente em fevereiro. A projeção da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), ligada ao Ministério das Minas e Energia (MME), é que na régua de Ladário, a altura se aproxime dos 2 metros em menos de um mês. A altura de 1,42 metro atingida nesta segunda-feira – de acordo com dados da régua ladarense mantida pelo Serviço de Sinalização Náutica do Oeste, do 6º Distrito Naval -, em 2012 foi alcançada somente depois de 10 de fevereiro. Em 2011, o nível chegou a essa marca logo no dia 1º de fevereiro.


Pelas projeções da CPRM, “a estação de Ladário no rio Paraguai vem apresentando valores de cota de nível d’água abaixo da curva de permanência de 50%. Atualmente o nível d’ água encontra-se em elevação”. O prognóstico da Companhia de Pesquisa estima que em 15 de fevereiro, o rio alcance 1,95 metro na centenária régua ladarense, que registra os níveis do rio Paraguai desde 1900.


Nos 113 anos de observação das cotas ladarenses, a CPRM identificou que 51 tiveram o valor máximo anual no mês de junho, 26 em maio, 22 em julho, 11 em abril, 2 em março e uma em agosto. Quanto aos valores mínimos anuais, 32 ocorreram nos meses de novembro e dezembro, 27 em janeiro, 16 em outubro, 4 em setembro e uma em fevereiro. Em 2012, o pico de 2,96 metros foi atingido em 25 de julho.


Cheias


A propagação das cheias do rio Paraguai se dá ao longo de vários meses do ano, caracterizando o lento escoamento das águas no Pantanal. Isto se deve à complexa combinação das contribuições de cada planície cujas lagoas e baías funcionam como reguladores de vazão, acumulam água e amortecem a elevação do nível, durante o crescimento da cheia, e cede água durante a recessão.


Ocorrem enchentes locais em diversas regiões, ao longo do ano, dependendo do regime de chuvas. Na região entre Cáceres e Cuiabá, o trimestre mais chuvoso estende-se de janeiro a março, com ocorrência de níveis d’água elevados em março. Na sub-bacia do rio Miranda, o trimestre mais chuvoso estende-se de dezembro a fevereiro, com ocorrência de níveis elevados em fevereiro. Em Cáceres, as cheias ocorrem entre fevereiro e março, recebendo contribuições intermediárias a jusante, alcançam Corumbá, entre maio e junho, e Porto Murtinho, entre julho e agosto.


Maiores cheias


A maior cheia do século passado ocorreu em abril de 1988, quando o rio Paraguai, atingiu a marca de 6,64 metros na régua de Ladário, superando os 6,62 m de maio de 1905. A última grande cheia ocorreu em 1995, considerada a terceira maior, com pico de 6,56 metros. A que mais prejuízos causou para a pecuária bovina do Pantanal, foi a de 1974, quando milhares de cabeças de gado morreram. Apesar de o pico (nível máximo) ter sido inferior a 6 metros (5,46 m), o fato de ter ocorrido após o mais longo período de seca do Pantanal, pegou os pecuaristas de surpresa.


Durante o período de 1964 a 1973, que antecedeu a essa cheia, o nível máximo registrado na régua de Ladário tinha sido de apenas 2,74 metros. Cheia normal compreende de 5 a 5,99 metros. Cheia igual ou superior a 6 metros é considerada como uma cheia grande ou “super cheia”.

Jornal Midiamax