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Diretor se recusa a falar como BC irá controlar inflação

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton de Araújo, fez uma série de negativas nesta quinta-feira ao final da entrevista que detalhou o Relatório Trimestral de Inflação. Primeiro, disse que não iria falar sobre a ordem numérica dos instrumentos que poderiam ser usados para combater a alta da inflação, como juros, compulsórios […]

Arquivo Publicado em 28/03/2013, às 17h38

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O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton de Araújo, fez uma série de negativas nesta quinta-feira ao final da entrevista que detalhou o Relatório Trimestral de Inflação. Primeiro, disse que não iria falar sobre a ordem numérica dos instrumentos que poderiam ser usados para combater a alta da inflação, como juros, compulsórios ou medidas macroprudenciais, entre outras. “O que o BC vai decidir, não tenho como antecipar. Os instrumentos possíveis são os que dispomos, os conhecidos de todos”, disse, sem mencionar quais seriam esses instrumentos.

Sobre os próximos passos para o rumo da política monetária, o diretor também se esquivou. “Sobre a decisão de política (monetária), não vou falar. Vamos aguardar a decisão de política. Decisão política, você toma e ponto”, disse.

Uma terceira negativa feita por Hamilton foi em relação ao episódio de quarta-feira envolvendo a presidente Dilma Rousseff sobre afirmações feitas na África do Sul de que não acreditava em uma política de combate à inflação que não levasse em conta o crescimento do País. A declaração repercutiu muito mal no mercado financeiro. Depois disso, o presidente do BC, Alexandre Tombini, concedeu entrevista reforçando a meta da autoridade monetária de combate à alta de preços em uma tentativa de diminuir as repercussões negativas. “Não vou comentar a declaração nem da presidente da República e nem de outras autoridades”, disse o diretor do BC quando questionado sobre o episódio.

Jornal Midiamax