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Dengue pode ter causado morte de mulher em Corumbá

Uma mulher, de 41 anos de idade, faleceu em Corumbá na madrugada da última sexta-feira, 15 de fevereiro, possivelmente em decorrência da dengue. Segundo a coordenadora de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, Viviane Ametlla, apesar de o atestado de óbito apontar a doença como causa da morte, novo exame está sendo realizado […]

Arquivo Publicado em 19/02/2013, às 13h49

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Uma mulher, de 41 anos de idade, faleceu em Corumbá na madrugada da última sexta-feira, 15 de fevereiro, possivelmente em decorrência da dengue. Segundo a coordenadora de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, Viviane Ametlla, apesar de o atestado de óbito apontar a doença como causa da morte, novo exame está sendo realizado no Lacen (Laboratório Central da Saúde Pública de MS), em Campo Grande, pois o primeiro exame realizado, em um laboratório particular, deu negativo para a doença.


“Sabemos que para o exame sorológico é preciso ter um espaço maior que sete dias da contaminação, pois do contrário não é acusada a doença”, explicou ao relatar que o período entre o surgimento dos sintomas até a morte foi muito rápido.


“Pelo que nos relataram, ela viajou para Campo Grande e Bonito e havia retornado à cidade na 2ª feira da semana passada. Na 4ª, ela procurou atendimento médico, na 5ª foi internada e acabou morrendo na madrugada de 6ª feira”, contou Viviane.


De acordo com a médica veterinária, cabe à Vigilância Epidemiológica investigar o caso, pois outras doenças podem ser diagnosticadas como dengue. “Foi algo muito rápido, ela era uma pessoa jovem e o que nos foi informado é que não tinha nenhuma doença crônica”, comentou.


Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde, Corumbá tem uma incidência de 294,3 para a doença, com 307 notificações para os 104.317 habitantes. O município está no grupo de média incidência, ou seja, que registra de 100 a 300 casos por 100.000 habitantes. Esse resultado refere-se ao boletim epidemiológico que analisou da 1ª a 6ª semana de 2013.


A estratificação de risco para os municípios usa como ponte de corte valores de referência das taxas de incidência calculada com os números absolutos de casos suspeitos por 100.000 habitantes divididos pela população residente de cada município.


“Com esses números, consideramos que vivemos uma epidemia leve, moderada, e que precisa de ações específicas para não caminhar a um estágio crítico”, afirmou a coordenadora de Vigilância Epidemiológica ao destacar a presença do fumacê nas ruas durante o período de carnaval e agentes que, com a utilização de bombas costais, estão trabalhando em toda a cidade, que foi dividida estrategicamente em quatro quadrantes.


Viviane lembrou ainda que os integrantes do Comitê da Dengue voltam se reunir no dia 21 de fevereiro. O encontro será às 10 horas, no auditório da Prefeitura Municipal. Equipes da Vigilância Sanitária e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) vão apresentar os últimos informativos sobre a dengue na região de Corumbá; as atividades e ações dos demais setores envolvidos no combate à dengue; aprovação do cronograma das reuniões do comitê do primeiro semestre, além das propostas de ações contínuas e emergenciais.

Jornal Midiamax