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Conselhos indígenas entram com recomendação no MPF contra entidades rurais

Os conselhos Aty Guassu Guarani Kaoiwá e dos Terena entraram na tarde desta quarta-feira (04) com uma representação no Ministério Público Federal contra a Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul). “Eles classificam a organização do Leilão da Resistência como […]

Arquivo Publicado em 04/12/2013, às 20h46

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Os conselhos Aty Guassu Guarani Kaoiwá e dos Terena entraram na tarde desta quarta-feira (04) com uma representação no Ministério Público Federal contra a Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

“Eles classificam a organização do Leilão da Resistência como uma organização criminal. O documento vai ser entregue como forma de provocar uma ação penal”, argumentou o advogado dos indígenas Luiz Henrique Eloy.

O grupo queria entregar a representação direto para o procurador Emerson Kalif, mas foram atendidos pelo procurador e coordenador criminal Silvio Petengil.

“Não vou me debruçar com relação ao conflito agrário, pois o procurador Emerson, tem maior interlocução com a questão indígena. Vou me ocupar com referência as incitações de violência, para verificar as denúncias”, afirmou.

O ‘Leilão da Resistência’ bloqueado pela Justiça, seria feito como um pregão ofertando animais, cereais, máquinas e produtos doados pelos próprios agricultores e pecuaristas do Mato Grosso do Sul.

A estimativa de arrecadação era de R$ 3 milhões para pagamentos de honorários de advogados, divulgação e para a segurança da fazenda. Com ameaça de morte aos índios, a suspeita era de que os fazendeiros comprariam armas para abrir fogo contra os indígenas em ações de retomada de terras.

Jornal Midiamax