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Com disputa aberta, preço de pedágio será menor que o previsto em MS

Teto por praça de pedágio vai de R$ 4,80 a R$ 7,90, porém a empresa que oferecer o menor valor ganhará a licitação

Arquivo Publicado em 23/01/2013, às 19h50

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Teto por praça de pedágio vai de R$ 4,80 a R$ 7,90, porém a empresa que oferecer o menor valor ganhará a licitação

O preço do pedágio em Mato Grosso do Sul vai ser menor que o esperado, e não deve chegar ao teto de R$ 7,90, inicialmente previsto pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Com as concessões exigidas pelo Governo Federal, as BR’s 163, 262 e 267 serão concedidas à iniciativa privada, e as obras nas rodovias devem iniciar já em setembro deste ano.


Em MS, serão 16 postos de pedágio, com preços propostos de R$ 4,80 a R$ 7,90 (veja preços no fim da matéria), e o sistema rodoviário a ser cedido abrange 29 municípios. Porém, este é o teto máximo estipulado pela ANTT, e a empresa que oferecer o menor preço médio de pedágio será a responsável por administrar 1.423,3 km de estradas federais.


“Quem ganhar vai ter que cumprir ainda uma série de metas, como duplicação das rodovias, monitoramento por vídeo de 100% da estrada, assistência e apoio aos condutores, entre outros”, afirmou Viviane Esse, superintendente de Exploração de Infraestrutura da ANTT, em audiência pública sobre o tema, realizada na tarde desta quarta-feira (23), em Campo Grande.


Como pré-requisito, a concessionária que explorar as três rodovias só poderá cobrar pedágio após concluir pelo menos 10% das obras previstas no contrato. A empresa também será responsável por toda a manutenção da rodovia e outras estruturas, como de drenagem.


A previsão é que as BR’s 163, 262 e 267 tenham, juntas, 1.368,7 km duplicados, no prazo de cinco anos. A extensão cobre toda a BR-163, o trecho da BR-267, do entroncamento com a BR-163 até na divisa com São Paulo, e o trecho da BR-262, também do entroncamento com a BR-163 até a divisa com São Paulo.


A previsão da ANTT é que o edital da concessão seja lançado em março e a licitação realizada em abril. Já em agosto devem ser assinados os contratos, com início das obras 30 dias depois. Uma única empresa será a responsável por administrar os 1.423,3 km cedidos pela União no Estado.


Encarecimento
Quem trabalha no setor de transporte já espera um aumento nos custos e um repasse para o consumidor final. “Pagamos, com impostos, para construir e consertar essas rodovias, agora vamos ter que pagar também para usar”, reclamou Roberto Sinai, presidente do Sindcargas (Sindicato dos Transportes de Cargas de Mato Grosso do Sul).


Sinai já estima um aumento de R$ 1 no valor da saca de soja e, consequentemente, um aumento no óleo de soja, por exemplo.


As hortaliças também devem encarecer, já que 80% do produto à venda no Estado são provenientes de São Paulo. “Precisamos, no mínimo, de uma tarifa diferenciada”, antecipou Josué da Cruz, diretor de Relações Públicas da Ceasa de Campo Grande.


Praça de Pedágio (preços):


1. Mundo Novo     (BR-163, km 30)    R$ 4,80
2. Naviraí     (BR-163, km 115)  R$ 7,30
3. Caarapó     (BR-163, km 226)  R$ 7,10
4. Rio Brilhante     (BR-163, km 314)  R$ 7,20
5. Campo Grande     (BR-163, km 429)  R$ 7,90
6. Bandeirantes / Rochedo / Jaraguari  (BR-163, km 537)  R$ 6,10
7. São Gabriel do Oeste    (BR-163, km 601)  R$ 6,00
8. Rio Verde de Mato Grosso   (BR-163, km 705)  R$ 7,90
9. Pedro Gomes     (BR-163, km 823)  R$ 5,90
10. Três Lagoas     (BR-262, km 34)    R$ 6,00
11. Água Clara     (BR-262, km 133)  R$ 6,50
12. Ribas do Rio Pardo    (BR-262, km 216)  R$ 5,50
13. Campo Grande / Jaraguari   (BR-262, km 291)  R$ 5,20
14. Bataguassu     (BR-267, km 49)    R$ 6,60
15. Nova Andradina     (BR-267, km 136)  R$ 4,80
16. Nova Alvorada do Sul    (BR-267, km 183)  R$ 6,40

Jornal Midiamax