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Bebê que nasceu com coração fora do peito recebe alta

Uma bebê que nasceu com o coração batendo fora de seu corpo teve alta depois de receber um tipo de escudo destinado a proteger seu órgão vital, que foi reinserido no peito. Audrina Cardenas nasceu em outubro de 2012 com uma rara doença congênita chamada ectopia cordis – que faz o coração se formar para […]

Arquivo Publicado em 26/01/2013, às 18h36

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Uma bebê que nasceu com o coração batendo fora de seu corpo teve alta depois de receber um tipo de escudo destinado a proteger seu órgão vital, que foi reinserido no peito. Audrina Cardenas nasceu em outubro de 2012 com uma rara doença congênita chamada ectopia cordis – que faz o coração se formar para fora do peito. Essa condição afeta apenas um a cada 8 milhões de pessoas – e 90% dos afetados são natimortos ou morrem dentro de três dias. As informações são do Texas Children’s Hospital, instituição americana onde a menina foi tratada.

A criança foi liberada na última quarta-feira e foi levada para casa pela mãe, Ashley Cardenas. A pequena deixou o hospital com um “escudo” protetor do coração que ela vai continuar precisando usar para proteger o órgão enquanto cresce. Dentro de alguns anos, ela vai passar por cirurgia para a inserção de um escudo mais permanente dentro de sua parede torácica. É um alívio para a mãe, que passa noites sem dormir desde que descobriu o problema que ameaçava a vida de sua filha durante um check-up de rotina na gravidez.

À mãe foram dadas três opções: abortar o bebê, carregá-la no ventre sabendo que ela iria morrer ou permitir aos médicos abrir um buraco no peito da criança logo após o nascimento na tentativa de abrir espaço para o coração. “Eu tinha que fazer todo o possível para salvar a vida da minha filha”, afirmou Ashley Cardenas.

Ela deu à luz no dia 15 de outubro em cesariana e no dia seguinte sua filha foi levada para a cirurgia cardíaca. Depois de finalizada essa etapa – que reinseriu todo o coração dentro do corpo – uma equipe de cirurgia plástica ficou responsável por cobrir o órgão sob pele e músculo. Cinco semanas depois, os médicos responsáveis declararam que a garota estava fora de perigo e agora “está passando muito bem”, de acordo com o hospital. No entanto, ela deverá passar por mais cirurgias nos próximos anos para reparar os danos em seu coração.

Jornal Midiamax