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Aumentam riscos de mortes de bebês com fechamento de UTI do HU e superlotação no SUS

Com o fechamento da UTI Neonatal do Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (HU/UFMS), após o desabamento do teto ontem (1º), aumentam os riscos de recém-nascidos morrerem por falta de vagas em Campo Grande. O local, que ficará fechado por ao menos 15 dias, abrigava oito leitos, sendo seis para o […]

Arquivo Publicado em 02/07/2013, às 20h30

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Com o fechamento da UTI Neonatal do Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (HU/UFMS), após o desabamento do teto ontem (1º), aumentam os riscos de recém-nascidos morrerem por falta de vagas em Campo Grande.

O local, que ficará fechado por ao menos 15 dias, abrigava oito leitos, sendo seis para o Sistema Único de Saúde, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Todas as unidades de Saúde foram avisadas para que não sejam transferidos recém-nascidos para lá.

A Santa Casa também não poderá receber nenhuma criança, pois segundo a assessoria de imprensa, todos os oito leitos estão preenchidos na UTI Neonatal. A lotação de UTI na rede pública já foi causa da morte de dois gêmeos em abril deste ano, que seriam transferidos de Maracaju com a mãe, mas não resistiram.

Já a Maternidade Cândido do Mariano vem há muito tempo sofrendo com falta de vagas. Um documento elaborado pelo diretor-presidente da unidade, Alfeu Duarte de Souza, entregue aos vereadores para a CPI da Saúde, apontou que o número de vagas é insuficiente para atender a demanda de recém-nascidos encaminhados à UTI do hospital.

“Trabalhamos diariamente sob o risco de mães e bebês morrerem. Temos menos aparelhos respiradores do que precisamos e, muitas vezes, as enfermeiras usam respirador manual, e se revezam para bombear o ar”, disse o diretor-presidente à época.

No Hospital Regional há outros 10 leitos, sendo oito para o SUS, porém a assessoria do Governo do Estado não responder até o fechamento desta matéria quantos estão ocupados.

Jornal Midiamax